- Jornalismo
- 22 de setembro de 2020
‘Tratamento precoce da covid não tem eficácia comprovada’, diz AML
Medicação já passou por inúmeros estudos, mas não teve eficácia comprovada, afirma presidente da Associação Médica de Londrina.

Em entrevista ao Portal TEM, a médica Beatriz Tamura, presidente da Associação Médica de Londrina (AML), é enfática ao dizer que a medicação usada no suposto tratamento precoce de covid-19 “ainda não tem evidência científica comprovada”. Essa alternativa tem sido defendida em Londrina, por grupos que desejam que médicos prescrevam a medicação de forma preventiva.
Tamura explica que inúmeros estudos já foram feitos com a medicação em questão – cloroquina, hidroxocloroquina, ivermectina etc -, porém “o resultado não demonstrou a eficácia e segurança que são necessários para os humanos”. A médica comenta ainda que é normal, em casos de doenças com menor letalidade como a covid, que tratamentos ineficazes apareçam como uma solução salvadora, já que na maioria dos casos os contaminados conseguem se recuperar sem intervenções médicas mais severas.
Apesar da recomendação científica ser contrária ao tratamento precoce, Tamura relata que cada médico tem a liberdade de prescrever qualquer tipo de medicamento que ache necessário ao tratamento do paciente. Porém, em casos de falta de comprovação científica, o paciente precisa ser informado dos efeitos colaterais do tratamento e deve assinar um termo de consentimento autorizando a prescrição.
Para finalizar, a presidente da AML declara que, até o momento, somente a prevenção e uma boa estrutura médica e hospitalar podem garantir a segurança das pessoas em meio a pandemia. “Suporte, equipe, hospitais, UTI, profissionais qualificados vão fazer total diferença nesse tratamento. Não prescrever um medicamento sem evidência de benefício e segurança, também é não colocar os pacientes em risco”, afirma a médica.
Ouça a entrevista completa com a médica Beatriz Tamura:
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Redação Tem