- Jornalismo
- 9 de outubro de 2020
Governo do Paraná define volta às aulas presenciais em seis regiões do estado
Atividades podem ser retomadas no dia 19 de outubro.

O governo do Paraná estuda “testar” a volta às aulas presenciais ainda este mês em seis regiões do estado. A proposta foi definida pelas secretarias de Estado de Saúde (Sesa) e de Educação (SEED) nesta quinta (8) e determina o retorno das atividades presenciais da rede estadual de ensino a partir de 19 de outubro nas regionais onde os índices de transmissão da covid-19 estão baixos, segundo o governo.
As cidades que participarão do “teste” ainda não foram definidas mas são das seguintes regiões: Ponta Grossa, Cianorte, Umuarama, Francisco Beltrão, Wenceslau Brás e Pato Branco. Juntas, as regionais somam 84 cidades. Porém, o retorno das aulas não seria em todas elas. A expectativa é de que seja em cerca de 50 escolas, de 30 cidades.
O retorno será feito para os alunos do 8° e do 9° anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. O “teste” faz parte do plano-piloto, do governo do Paraná. Se der certo, o modelo poderá ser aplicado em outras regiões do estado.
Professores são contra medida
Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) declarou ser contra o retorno das aulas presenciais durante a pandemia. Eles apoiam a conclusão deste ano letivo por meio do ensino remoto. A APP-Sindicato alega ainda que não foi procurada pelo governo estadual para participar das discussões sobre a volta às aulas presenciais.
Em Londrina, apesar de a região não ser afetada pela medida, a APP – Sindicato se pronunciou sobre o assunto. Para Márcio André Ribeiro, presidente do sindicato local, a proposta do governo coloca diretamente em risco a vida dos educadores, dos estudantes e de suas famílias. “Importa muito se são apenas os colegas dessas seis regiões que vão morrer primeiro, pois, logo na sequência, será o estado inteiro. Uma vida que seja, de uma criança, de seus familiares ou de qualquer educador importa. Não aceitaremos ser cobaias para vermos quantos vão morrer ou não, se vai dar certo ou não”, declarou.
Redação Tem com informações do G1