- Jornalismo
- 15 de dezembro de 2020
Mesmo sem vacinas, Ratinho anuncia volta às aulas presenciais no PR
Ratinho Junior (PSD) fez anúncio ao lado de ministro da Educação, Milton Ribeiro. Governo terá modelo híbrido de educação, iniciando a partir de fevereiro.

O Governo do Paraná anunciou, nesta terça-feira (15), que a partir do dia 18 de fevereiro de 2021 a educação na rede estadual funcionará no modelo híbrido – com as turmas divididas em um revezamento entre alunos em aulas presenciais e remotas.
O planejamento foi informado em uma coletiva que contou com a participação do governador Ratinho Junior (PSD), do ministro da Educação, Milton Ribeiro, e do secretário estadual da Educação, Renato Feder.
O secretário Feder destacou que as turmas serão divididas, conforme a capacidade de cada sala em receber alunos, obedecendo ao distanciamento entre eles. Preferencialmente, segundo Feder, os alunos que não têm a tecnologia necessária em casa irão à escola.
“O limite de alunos vai ser dado pelo distanciamento proposto pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA), de 1,5 metro. Os outros acompanham a aula das suas casas. Eles assistem a aula deles, com o professor deles ao vivo, e o professor também pode ver o rosto deles”, disse.
De acordo com o governador, as instituições de ensino deverão seguir cuidados de higiene, com disponibilidade de álcool gel, obrigatoriedade do uso de máscaras e distanciamento.
“Esse planejamento vem de encontro a uma necessidade. A ideia é criar uma modelagem que traga tranquilidade para alunos e para os professores. Nós conseguimos em 2020 fazer um modelo de ensino a distancia que foi modelo para o Brasil”, afirmou.
As aulas presenciais foram suspensas em 20 de março. Em 19 de outubro, 54 escolas estaduais começaram a retomar com atividades extracurriculares presenciais.
Sem vacinas
O Paraná segue como um dos estados que ainda vai aguardar o plano de imunização contra o coronavírus do Governo Federal. Ratinho afirma que fez conversas com laboratórios internacionais e o Instituto Butantan, porém, não explicou se o estado procura especificamente por alguma vacina no mercado internacional ou se há uma data prevista para o início da imunização.
Ele garantiu que o Paraná tem estrutura e condições para realizar a aplicação do imunizante assim que for aprovado.
O governo paranaense possuía um acordo com os russos para a produção e distribuição da Sputnik V, mas o acordo não foi para frente e a vacina sequer foi testada no estado.
Redação Tem com AEN/G1