- Jornalismo
- 12 de janeiro de 2021
Sem data para vacinação, Governo adia reunião com governadores

O Ministério da Saúde adiou reunião com governadores que trataria do Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a covid-19 que aconteceria nesta terça-feira (12), uma vez que não há possibilidade de se definir uma data para o início da aplicação.
“Sem possibilidade de ter uma data definida amanhã para o início da vacinação, e também em razão da grave crise em Manaus, onde o ministro e sua equipe estão acompanhando, o Ministério da Saúde, em contato comigo agora há pouco, pediu o adiamento da agenda que estava prevista para esta terça para a próxima terça-feira, dia 19”, disse o governador do Piauí, Wellington Dias (PT). Ele também coordenador do tema da vacina no Fórum Nacional de Governadores.
Recebi um pedido de adiamento da agenda que teríamos amanhã (12), com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. A reunião ficou remarcada para a próxima terça (19). pic.twitter.com/ARVnvKP37q
— Wellington Dias (@wdiaspi) January 11, 2021
De acordo com o governador, o adiamento foi acatado uma vez que “não fazia sentido realizar uma agenda para marcar outra”, mas Dias cobrou do Governo Federal a definição de uma data para o início da a vacinação, afirmando ser “o mais esperado” pelos chefes dos Executivos estaduais.
“Dependemos dela para todo cronograma do plano estratégico nacional de imunização”, afirmou.
Mais cedo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reforçou que o governo federal trabalha com três períodos de início da vacinação no país, sendo o mais otimista com começo a partir de 20 de janeiro e o mais demorado de 10 de fevereiro ao início de março.
O governo adquiriu 2 milhões de doses da vacina de Oxford-AstraZeneca e outras 6 milhões de doses da Coronavac para uso emergencial, mas depende de autorização de uso emergencial pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da disponibilidade dos imunizantes. No caso da vacina da AstraZeneca, o governo ainda aguarda a chegada de doses da Índia, enquanto as doses da Coronavac estão em São Paulo.
Redação Tem com Folhapress