- Jornalismo
- 6 de fevereiro de 2021
Bahia cede 50 milhões de doses da Sputnik V para o governo federal
Governo baiano tem contrato direto com a Rússia para a aquisição de 50 milhões de doses da vacina.

O Governo da Bahia através da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que cedeu ao governo federal o direito às 50 milhões de doses da Sputnik V, que estavam previstas em um acordo com o fundo soberano russo, firmado em agosto do ano passado. De acordo com o órgão estadual, estão previstas para a Bahia cerca de 500 mil doses do imunizante até abril deste ano.
“O acordo que foi feito entre governo da Bahia e o fundo de desenvolvimento russo responsável pela vacina Sputnik V garantiu ao Brasil a prioridade no acesso a essas 50 milhões de doses. Nós cedemos ao governo federal para que possa distribuir a todos os municípios do Brasil as 50 milhões de doses que foram garantidas inicialmente ao governo baiano”, disse o secretário de saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas.
A informação foi divulgada um dia após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter dispensado a exigência de testes em voluntários no Brasil para liberação de vacinas. O Senado Federal também aprovou a inclusão da agência reguladora russa na Medida Provisória para aprovação de vacinas contra a covid-19, o que deve agilizar a aprovação do imunizante no Brasil.
O governador da Bahia, Rui Costa (PT), já havia anunciado em agosto do ano passado, que o acordo foi feito diretamente com fundo russo, sendo assim, não envolve a União Química, laboratório que produzirá a vacina no país.
“O acordo nosso com o fundo russo é um acordo direto, não envolve a União Química e nós teremos acesso ao fornecimento em separado para a Bahia. Independentemente do quantitativo que vem para o Brasil, o governo da Bahia tem um contrato em andamento com eles para fornecer um quantitativo para o nosso estado”, explicou o secretário.
Assinado em agosto do ano passado, o acordo prevê o recebimento de até 50 milhões de doses. O contrato é mantido em confidencialidade, mas, segundo a Sesab, o fornecimento está garantido independentemente das negociações do governo federal, que já anunciou interesse em adquirir as vacinas.
Mesmo com a decisão da Anvisa, o laboratório União Química, que vai produzir os imunizantes no Brasil, ainda tem documentos pendentes com a agência.
De acordo com o diretor científico do laboratório, Miguel Giudicissi Filho, em entrevista à TV Globo, eles devem complementar a documentação do pedido de uso emergencial nos próximos dias.
“Nós estamos complementando as necessidades de documento dessa solicitação de registro emergencial e ela se refere a 10 milhões de doses, que é o primeiro lote disponível de vacina para o Brasil”, contou Miguel Giudicissi Filho.
Redação Tem com G1