- Jornalismo
- 23 de março de 2021
‘Medicamentos de intubação estão escassos’, diz diretora do HU
Principal medicamento só tem reserva até sexta-feira.

A diretora superintendente do Hospital Universitário (HU), Vivian Feijó, desmentiu boatos de que o hospital estaria sofrendo com um desabastecimento de oxigênio para atender os pacientes. “Nós trabalhamos com um sistema de tanques de oxigênio, através de tubulação, e nosso abastecimento está normal, ele acontece de duas a três vezes por semana. O tanque responsável pelo abastecimento do HU tem entorno de 30 mil litros e o do Hospital de Retaguarda, 15 mil litros”, informou.
Outra preocupação nos últimos dias, essa confirmada pela superintendente, é com a possibilidade de falta de medicamentos usados para realizar a intubação dos pacientes. O HU tem operado na reserva técnica há algum tempo e já começa a apresentar escassez.

“A nossa preocupação é com os relaxantes musculares. Estamos usando a nossa reserva técnica, por enquanto não temos falta de medicamentos, nós temos escassez. A nossa reserva técnica tinha duração de dois a três meses, agora temos medicamentos que podem durar entre 15 e 30 dias. Para os relaxantes, temos uma grade de medicamentos que podem ser usados. A primeira opção dessa grade só tem reserva, no máximo, até sexta-feira. Mas, a secretaria estadual se comprometeu com a reposição”, comentou Feijó.
Novos leitos
Vivian também informou que o hospital vai aumentar mais 50 leitos no atendimento de covid-19. A expectativa é conseguir atender a demanda por leitos especializados. Só nesta segunda, 61 pessoas aguardavam por uma vaga de leito de UTI na unidade.
Ela explicou que não se trata de criar novos leitos, mas de ampliar a estrutura já existente. Ao todo, serão 30 leitos que hoje são de enfermaria e passarão a atender como leitos de UTI (o que eles classificam como qualificação de leito), mais 10 leitos de UTI e outros 10 leitos de unidade de suporte respiratório que serão ampliados nos setores já existentes.
Redação Tem com Assessoria