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‘Não compraram vacina e não nos permitiram comprar’, critica Belinati

Prefeito de Londrina pediu que as pessoas evitem ao máximo a circulação e alertou sobre um novo aumento de casos da doença.

Imagem: Reprodução/Facebook

O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP) fez uma nova live na noite deste domingo (23), para atualizar os dados da pandemia na cidade. Segundo o chefe do executivo municipal, os casos de coronavírus voltaram a subir e a letalidade da doença entre mais jovens também cresceu.

Segundo os dados, a média móvel semanal de casos de covid-19, subiu para 254,7 nesta última semana. As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) exclusivas do Sistema Único de Saúde (SUS) continuam em 100% de ocupação, ou seja, sem vagas disponíveis.

“Não há como criar novos leitos, pois não há médicos especializados, não há profissionais disponíveis. Nós já criamos o máximo de leitos possíveis e isso não é um problema exclusivo de Londrina, é do Brasil todo. Não há profissionais disponíveis em todo o país”, enfatizou Belinati.

Ao lado do secretário de Saúde, Felippe Machado, o prefeito voltou a fazer um apelo para que os moradores da cidade mantenham as medidas de prevenção. “Continuem usando máscaras, chame a atenção do seu amigo, do familiar, que estiver sem máscara, pois ela salva vidas”, disse. “Não se aglomere, se puder, fique em casa, principalmente nos próximos dias, evite circular, se for possível, evite ao máximo a circulação”, pediu o chefe do executivo.

Vacinas

Belinati também lembrou que a ordem para a aplicação dos imunizantes contra a covid-19, são estabelecidas pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), que é organizado pelo Ministério da Saúde. “Não é a prefeitura quem define os grupos prioritários, é o Ministério da Saúde, no PNI”, ressaltou.

Segundo o prefeito, Londrina realizou um pedido ao Governo Federal, junto a outros municípios, para ter a autorização de iniciar a imunização de todos os cidadãos em ordem de idade.

Ele também lembrou que ainda não há vacinas disponíveis para imunizar toda a população. “Lá atrás, não compraram vacinas. Os EUA está imunizando todos, porque compraram vacinas. Aqui foi diferente, não compraram vacinas e não nos permitiram [Município de Londrina] comprar, porque se tivessem permitido, teríamos comprado também”, disse Belinati, referindo-se ao contrato assinado com o Instituto Butantan, em janeiro deste ano.

De acordo com a carta de intenção divulgada em janeiro, Londrina já poderia ter imunizado mais de 200 mil londrinenses em maio. Mas como o Governo Federal não comprou as vacinas quando elas foram oferecidas, o Ministério da Saúde precisou utilizar todas as vacinas do Butantan para implementação no plano nacional. As doses da Coronavac, desenvolvidas pelo instituto em parceria com o laboratório chinês, Sinovac, só foram produzidas após um incentivo do Governo do Estado de São Paulo.

De acordo com o vacinômetro divulgado nesta segunda-feira (24), Londrina aplicou a primeira dose em 131 mil pessoas. Já a segunda dose, foi aplicada em 79 mil londrinenses.

Redação Tem


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