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Ministério da Saúde ignorou 53 e-mails da Pfizer sobre vacinas

Informação foi revelada nesta sexta-feira, pelo senador Randolf Rodrigues, vice-presidente da CPI da Covid.

Bolsonaro e Pazuello participam de cerimônia no Palácio do Planalto – Imagem: Reprodução

O vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a gestão do governo da pandemia do novo coronavírus, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), revelou nesta sexta-feira (4), que a Pfizer enviou 53 e-mails ao Ministério da Saúde. Todos foram ignorados.

“Na investigação que estamos fazendo na CPI da Pandemia descobrimos que, na verdade, foram 53 e-mails da Pfizer que ficaram sem resposta. O último, datado de 2 de dezembro de 2020, é um e-mail desesperador da Pfizer pedindo algum tipo de informação porque eles queriam fornecer vacinas ao Brasil”, publicou o senador nas redes sociais.

Na CPI, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, atribuiu a postergação da resposta à existência de um “vírus” nos computadores do ministério.

Senador Randolf Rodrigues, vice-presidente da CPI – Imagem: Agência Senado

A primeira oferta foi realizada dia 14 de agosto, sendo de 30 e 70 milhões de doses do imunizante e a proposta tinha validade até dia 29 daquele mês. Entre metade de agosto e setembro, o presidente mundial da Pfizer encaminhou ao Brasil ao menos dez e-mails cobrando uma resposta formal dos governantes brasileiros.

Hidroxocloroquina

“Essa omissão na aquisição de vacinas da Pfizer acontecia ao mesmo tempo que o nosso Itamaraty pressionava a Índia para liberar cargas de hidroxocloroquina a uma empresa brasileira”, completou o senador.

Redação Tem com iG Brasil


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