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Vídeo monstra ‘gabinete paralelo’ orientando Bolsonaro contra vacinas

Imagem: Reprodução

Imagens divulgadas nesta sexta-feira (4) mostram o aconselhamento do chamado “gabinete paralelo” sendo feito diretamente ao presidente Jair Bolsonaro. Os vídeos obtidos pelo portal Metrópoles apresentam trechos explícitos de orientação contrárias à aplicação de vacinas. (assista abaixo).

Cenas de uma reunião, ocorrida em 8 de setembro, também confirmam que Arthur Weintraub, irmão do ex-ministro da Educação, intermediava os contatos entre o grupo e o Palácio do Planalto.

Entre os participantes do encontro, estão a imunologista Nise Yamaguchi, o deputado Osmar Terra, o virologista Paolo Zanoto, além de outros médicos de diversas especialidades. Eles aparecem em uma sala de reuniões do Planalto, nenhum dos profissionais usa máscara.

As imagens também apontam Osmar Terra como o cacique intelectual do grupo. “Uma honra trabalhar com o senhor neste período” afirmou Nise Yamaguchi ao deputado. Na CPI da Covid, ela negou a existência de um gabinete paralelo, e disse que prestava apenas “aconselhamento”.

O parece ter intimidade com Bolsonaro. O presidente faz questão de que ele saia da plateia e se sente ao seu lado. Para cumprimentá-lo, o presidente da República bate continência.

Na ocasião, o virologista Paolo Zanoto aconselha Bolsonaro a tomar “extremo cuidado” com as vacinas contra a covid-19. “Não tem condição de qualquer vacina estar realisticamente na fase 3”, diz. Na data do encontro, e-mails da Pfizer estavam sem resposta nos computadores do Ministério da Saúde.

A orientação anti-vacina continua durante a reunião. “Com todo respeito, eu acho que a gente tem que ter vacina, ou talvez não”, afirma o virologista, enquanto uma médica balança a cabeça de forma negativa. Ele baseia sua argumentação em um suposto problema dos coronavírus no desenvolvimento vacinal, sem apresentar qualquer evidência.

Assista ao vídeo:

A atuação de Osmar Terra como uma espécie de “ministro” do chamado “gabinete paralelo” é explicitada quando ele apresenta a Bolsonaro um cardiologista que seria o primeiro a dizer que não existe risco ao coração no uso da hidroxicloroquina. Bolsonaro endossa a tese com um suposto exemplo de “um amigo” e lança a teoria de que os riscos do medicamento são potencializados para amedrontar as pessoas. “Provavelmente por ser um remédio muito barato”, completa.

Pandemia

Em 8 de setembro do ano passado, data da reunião, o Brasil registrava 127.517 mortes por covid-19 e 4.165.124 diagnósticos positivos. Nesta sexta-feira (4), o país contabiliza 469.388 vidas perdidas e 16.803.472 infectados desde o início da pandemia.

Redação Tem com Metrópoles


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