Agora o TEM é multiplataformas: leia, ouça e assista.

Brasil passará por racionamento de energia para evitar apagão, diz Lira

Presidente da Câmara Federal afirma que será necessário um "período educativo" para evitar apagão no país.

Imagem: Reprodução

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta terça-feira (22), que o Brasil terá que por um período de racionamento de energia para evitar um apagão decorrente da crise hídrica.

Segundo o parlamentar, o assunto foi debatido em uma reunião na semana passada com o ministro de Minas e Energia (MME), Bento Albuquerque. O deputado afirmou que a medida deve ser vai ter um caráter “educativo”.

“O ministro Bento esteve comigo fazendo uma análise do cenário e garantiu que não vamos ter nenhum tipo de problema de apagão, mas vamos ter que ter um período educativo de algum racionamento, para não ter nenhum tipo de crise maior”, afirmou Lira.

O país passa por uma crise histórica por causa da falta de chuvas, que levou o nível de reservatórios estratégicos para a geração em usinas hidrelétricas a índices preocupantes.

Com o atual cenário, o governo federal deverá recorrer a outras fontes para manter a geração energética, principalmente o acionamento de usinas termelétricas, mais caras e poluentes. O MME tem negado o risco de apagão.

Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

“Estamos com problema de chuvas, isso é claro, e o Brasil precisa urgentemente, como foi feito na MP da Eletrobras, arrumar alternativas mais baratas do que as termelétricas a combustível, não tão baratas quanto eólica e solar. Todos vocês sabem que energia eólica e solar são alternativas, elas não são energias de base, porque à noite não temos energia solar e quando falta vento não temos energia eólica. Precisamos de energia de base como alternativa para suportar o crescimento que o Brasil”, afirmou o deputado.

Venda da Eletrobrás

Nesta segunda-feira (21), o Congresso concluiu a votação da medida provisória (MP) que autoriza a privatização da Eletrobras. Segundo o presidente da Câmara, o texto deve ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro sem vetos.

Redação Tem com iG Brasil


Mais lidas hoje no Tem


Leia também

Mais lidas hoje no Tem