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Quais vacinas e quantas doses protegem contra a variante ômicron

Imagem: Divulgação/PMPA

Com o avanço da ômicron pelo mundo, pesquisadores na área da saúde têm concentrado os esforços em avaliar a melhor forma de proteção da nova variante do coronavírus. Estudos avaliaram as diferentes doses de reforço da vacina — incluindo combinações entre as fabricantes — e mostram que todas apresentaram maior eficácia para a prevenção do que o uso de apenas duas doses.

O projeto britânico CoV-Boost, uma união de pesquisadores, mostrou em estudo publicado na revista médica Lancet que, além do vírus original das amostras chinesas de Wuhan. A proteção contra a nova variante é um pouco menor do que as vacinas oferecidas contra versões anteriores do covid como a delta ou a beta, mas a dose complementar ainda deve manter muitas pessoas longe do hospital.

Pesquisadores do Reino Unido analisaram o provável impacto que uma dose de reforço terá na ômicron, e dizem que ela pode fornecer cerca de 85% de proteção contra casos graves da doença.

Veja abaixo, os estudos mais recentes sobre a variante em cada vacina:

AstraZeneca

Testes clínicos realizados pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, divulgados nesta quinta-feira (23), mostraram que a terceira dose da vacina AstraZeneca contra a covid-19 aumentou significativamente a resposta imunológica à variante ômicron em comparação com resultados de apenas duas doses. Foi concluído que duas doses das vacinas contra covid-19 de Oxford-AstraZeneca induzem poucos anticorpos neutralizantes contra a ômicron, apesar disso, duas doses podem evitar casos graves. A dose extra aumenta significativamente as concentrações de anticorpos.

Pfizer

As farmacêuticas Pfizer e BioNTech declararam no dia 7 de dezembro que duas doses da vacina podem não ser suficientes para proteger contra a infecção com a variante ômicron, mas que três doses são capazes de neutralizar a nova cepa, mas podem diminuir casos graves da doença. De acordo com os dados preliminares das empresas, uma terceira dose fornece um nível semelhante de anticorpos neutralizantes para a ômicron ao observado após duas doses contra a cepa original ou as variantes anteriores.

Antes do surgimento da nova cepa, pesquisas apontaram que o imunizante foi capaz de reduzir o risco de internações em mais de 90%. A eficácia contra infecções em pessoas totalmente vacinadas ficou em torno de 33%.

Já um estudo da Discovery Health, em parceria com o Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul (SAMRC, na sigla em inglês), divulgado no dia 14 de dezembro, apontou que duas doses da vacina Pfizer contra a covid-19 tiveram 70% de eficácia contra hospitalizações em meio ao aumento de casos da variante ômicron da África do Sul.

Coronavac

Um estudo realizado em Hong Kong, também divulgado nesta quinta, indicou que duas doses da vacina CoronaVac e uma dose de reforço da Pfizer contra a covid-19 produzem níveis suficientes de anticorpos para combater a variante ômicron.

Janssen

Os estudos da farmacêutica Janssen sobre a eficácia das vacinas contra a ômicron ainda estão em andamento. A empresa informou que está fazendo análises em parceria com grupos de pesquisa da África do Sul, com amostras de soro de participantes obtidas em ensaios, sobre a dose de reforço.

Além disso, a Janssen informou que pretende buscar uma vacina específica para a ômicron, que será desenvolvida, caso seja necessário.

Redação Tem com iG Brasil


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