- Jornalismo
- 19 de janeiro de 2022
‘Efeito vacina’: HU vê aumento de ocupação na enfermaria, mas não de UTI
Enfermarias chegam a 98% de ocupação, após redução de leitos. UTIs têm 18%.

O Hospital Universitário (HU) de Londrina anunciou nesta quarta-feira (19), mais um boletim sobre a situação da unidade nos leitos próprios para pacientes com coronavírus. Com a chegada da variante ômicron, mais transmissível, a ocupação nos leitos de enfermaria está em 98%, já as Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) têm 18%. Nas UTIs pediátricas não há crianças internadas.
Com a diminuição de casos graves da doença, o hospital também reduziu o número de leitos, passando para a metade da quantidade anterior. Atualmente são 51 leitos de enfermaria, 50 de UTI adulto e 5 infantil.
De acordo com o infectologista do HU, Marcos Tanita, com a vacinação, a perfil da hospitalização foi alterada. “Neste período do ano passado a UTI estava com lotação próxima de 100%. A demanda está sendo maior para enfermaria, que está hoje com 100% de lotação”, ressaltou o médico.
Os casos menos graves da doença, mas ainda com alguma complicação recebem atendimento nos leitos clínicos/enfermaria do hospital. Enquanto os pacientes com problemas mais graves acabam indo para a UTI.
“Temos poucos pacientes internados se compararmos com o mesmo período do ano passado. Em 15 de janeiro de 2021 tínhamos cerca de 300 pacientes internados na macrorregião norte. Já em 15 de janeiro de 2022, temos cerca de 100 pacientes. Acho que esse é o efeito da vacina”, disse.
Segundo o boletim desta quarta-feira, 14 pacientes aguarda uma vaga de UTI adulto.
De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, a demanda reprimida ocorre porque nas transferências para as UTIs, os pacientes precisam ter condições mínimas para ser transportado, assim, a equipe médica avalia se o internado suportaria a mudança de local de internação sem agravar seu estado.
O hospital de referência para 96 municípios da região norte do Paraná.
A direção do hospital também pede à população para que não haja procura direta por atendimentos no Pronto Socorro (PS).
Redação Tem