- Jornalismo
- 8 de junho de 2022
Londrina ganha Banco de Resíduos Têxteis para descarte correto
Equipamento foi destinado por intermédio de pesquisadores da UEL.

Pesquisadores do Departamento de Design da Universidade Estadual de Londrina (UEL) apresentaram oficialmente nesta terça-feira (7), o Banco de Resíduos Têxteis (BRT), que pretende dar destinação correta para mais de 8 mil toneladas de resíduos provenientes de tecidos descartados anualmente no aterro sanitário de Londrina.
O BRT foi lançado durante o evento “Histórias de Moda, Arte, Cultura e Comportamento”, que trouxe a Londrina os renomados estilistas Ronaldo Fraga e Dudu Bertholini.
A iniciativa é do grupo Design, Sustentabilidade e Inovação (DeSIn), liderado pelos pesquisadores Suzana Barreto Martins e Claudio Pereira de Sampaio, do Departamento de Design, em parceria com a cooperativa de materiais recicláveis Cooper Região e o Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Resíduos (NINTER) da UEL. O grupo tem apoio da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vestuário do Paraná (Sivepar).
Sustentabilidade
O Banco de Resíduos Têxteis (BRT) é um sistema de logística reversa de resíduos têxteis pós-consumo (roupas) e pós-industriais com objetivo de minimizar os impactos ambientais no aterro de Londrina. Segundo Suzana Barreto Martins, o BRT é resultado de mais de 10 anos de estudos dentro do projeto de pesquisa “Logística Reversa de Resíduos Têxteis Industriais e Pós Consumo: design aplicado a sistemas e serviços sustentáveis e modelos de negócios”.
A professora ressalta que o BRT representa um modelo de negócio socioambiental que atua nas três dimensões da sustentabilidade: a ambiental (redução dos impactos ambientais); social (geração de trabalho e renda para cooperados) e econômica (modelo de negócio e economia circular), passível de ser replicado em outras cidades e contextos brasileiros. Ela explica que o BRT de Londrina funcionará a partir da operação de uma máquina desfibradeira que tem a função de processar os resíduos têxteis, permitindo sua reinserção em novas cadeias de valor e que serão também transformados em novos produtos de design e aplicações em outros segmentos, como indústria moveleira, construção civil, design de interiores etc.
O equipamento deverá permanecer na Cooper Região, na Vila Casoni. Segundo a pesquisadora, o investimento é de cerca de R$ 60 mil, oriundos de um edital da Fiep, com a participação de empresas do setor de confecção da região, parceiras do projeto. Ajudam no projeto as empresas GMTex, NKF Confecções, Sonhart, ViaGraft Confecções, Karilu Indústria e Comércio, Cris Jeans, Danithais Indústria e Comércio e Schiavon & Morais.
Redação Tem com Agência UEL