- Jornalismo
- 13 de julho de 2022
Médico de UPA nega assédio e afirma que fez atendimento normal
Profissional foi liberado após prestar depoimento na delegacia. Ele foi autuado por violência psicológica.

O médico acusado de assédio sexual por uma jovem paciente, na manhã desta terça-feira (12), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim do Sol, na região oeste de Londrina, prestou depoimento ao delegado de Polícia Civil (PC) e foi autuado por violência psicológica. Após ser ouvido, o profissional foi liberado. O homem alega que não cometeu nenhum crime e afirma que prestou um atendimento normal.
De acordo com o delegado Roberto Fernandes, que atendeu o caso, após ouvir as testemunhas, a acusação e o acusado, o melhor enquadramento seria o registrado. Segundo ele, a jovem disse que em nenhum momento o médico tocou nela ou pediu para ela que tirasse a roupa, ou então, tenha a paquerado, no entanto, a forma como o profissional teria abordado a paciente, deixou ela muito abalada.
Ao delegado, o profissional disse que receitou uma benzetacil por causa da dor de garganta que ela apresentava. Porém, segundo ele, a jovem ficou constrangida por estar sem calcinha. Ele explica que alertou a paciente que não seria ele quem aplicaria a injeção, e disse que a pessoa responsável abaixaria “só um pouquinho” a calça para realizar a aplicação.
O moça, de 23 anos, saiu correndo da sala da UPA e registrou um Boletim de Ocorrência (BO).
De acordo com a equipe da unidade de atendimento, o médico trabalha há mais de 20 anos na rede pública municipal. Tanto o profissional, como a paciente, não tiveram as identidades reveladas.
Redação Tem Londrina