- Jornalismo
- 14 de agosto de 2023
Filho de Bolsonaro vende calendário com o pai sem camisa por R$ 69,90
Segundo Eduardo, o calendário representa a "trajetória vitoriosa" do pai.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lançou, nesta segunda-feira (14), um calendário de parede que traz na capa o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sem camisa. O item é vendido por R$ 69,90 na Bolsonaro Store, loja criada pela família para arrecadar dinheiro. Na imagem, é possível ver a cicatriz da facada que o ex-mandatário teria levado durante a campanha eleitoral de 2018.
O parlamentar afirma que as “fotos históricas” no calendário representam a “trajetória vitoriosa” do pai.
Ele diz que o lançamento marca os 36 anos de carreria do ex-presidente. Na loja, é possível comprar ainda a versão de mesa do calendário, que custa R$ 59,90.
Investigação sobre joias
A Polícia Federal pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Michelle Bolsonaro junto com os de Jair Bolsonaro na última sexta-feira (11), afirmou uma fonte da corporação à reportagem. Nos últimos dias, as investigações sobre as supostas vendas ilegais de joias presenteadas por autoridades estrangeiras puseram o ex-presidente e a esposa dele na mira da PF.
Apesar de o ex-chefe do Executivo e Michelle não terem sido alvos da última operação sobre as joias, o relatório de investigação mostra que pode haver relação direta deles com o caso. O uso de avião público para transportar bens a ser vendidos nos Estados Unidos e as mensagens que organizam a entrega de US$ 25 mil “em mãos” ao ex-presidente estão entre os indícios encontrados.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vê “determinação” de Bolsonaro para o esquema. A defesa do ex-presidente afirmou que ele “jamais se apropriou ou desviou quaisquer bens públicos”. Em nota, a defesa diz também que Bolsonaro entregou joias “voluntariamente e sem que houvesse sido instado” ao Tribunal de Contas da União (TCU), episódio que ocorreu em março deste ano. Entre os itens de luxo devolvidos estão abotoaduras, um anel, um relógio, uma caneta e uma masbaha, objeto religioso.
A operação da última sexta-feira (11) teve como alvo o general da reserva Mauro César Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, o tenente do Exército Osmar Crivelatti e o ex-advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef.
Na avaliação de Moraes, que liberou as buscas e apreensões de sexta, os dados analisados pela PF mostram a possibilidade de o Gabinete Adjunto de Documentação Histórica do Gabinete Pessoal da Presidência da República “ter sido utilizado para desviar, para o acervo privado do ex-presidente da República, presentes de alto valor, mediante determinação de Jair Bolsonaro”.
Redação Tem Londrina