- Jornalismo
- 19 de março de 2024
PF indicia Bolsonaro e Cid por falsificação de cartão de vacina

A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência da República) e o deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ) por fraudes em cartões de vacinação.
De acordo com a PF, Bolsonaro foi indiciado pelos crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informações. Cid foi indiciado também pelo crime de uso indevido de documento falso.
O advogado do ex-presidente, Fabio Wajngarten, criticou o fato de ter conhecimento do indiciamento do ex-presidente pela imprensa. “Vazamentos continuam aos montes ou melhor aos litros. É lamentável quando a autoridade usa a imprensa para comunicar ato formal que logicamente deveria ter revestimento técnico e procedimental ao invés de midiático e parcial”, disse.
De acordo com as investigações, o grupo teria sido responsável por falsificar os dados nas carteiras de vacinação de Bolsonaro; da filha do ex-presidente, Laura; do ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid; e da mulher e as três filhas de Cid. A polícia ainda revelou que o cartão falso de vacinação de Bolsonaro foi impresso nas dependências do Palácio do Planalto.

A PF afirma que a impressão foi feita pelo tenente-coronel Mauro Cid, por meio de seu login e senha no Conecte SUS — aplicativo do governo federal que dá acesso à carteira de vacinação.
Em depoimento prestado à Polícia Federal, o ex-mandatário negou a adulteração de sua carteira vacinal.
Próximos passos e penas
A Polícia Federal vai encaminhar todas as conclusões do inquérito para o Ministério Público Federal (MPF). Assim, caberá ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidir se vai denunciar ou não Bolsonaro e Cid.
Pelo crime de organização criminosa, Bolsonaro poderia ser condenado a uma pena de três a oito anos de prisão, mais multa; já o crime de inserção de dados falsos tem como pena máxima dois anos de detenção.
Redação Tem Londrina