- Jornalismo
- 23 de agosto de 2024
Fumaça de incêndios encobre o céu de Londrina; entenda o fenômeno
Cenário é uma combinação de fatores climáticos e ambientais. Saiba mais.

O céu de Londrina e de várias cidades da região estão registrando uma grande nevoa de fumaça nos últimos dias, principalmente nesta sexta-feira (23). De acordo com o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, do INPE, o fenômeno é uma combinação de fatores climáticos e ambientais.
O incêndio florestal devastador registrado em Cianorte, no Noroeste do Paraná, tem contribuído para o cenário. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a área atingida pelas chamas soma um milhão de metros quadrados — o equivalente a 140 campos de futebol.
Com rajadas de até 43km/h, os ventos trazem a fumaça para a região norte do estado. Além disso, incêndios florestais registrados em Londrina e região, no interior de São Paulo, e no Mato Grosso do Sul, no Pantanal, também contribuem para o visual.
Imagens obtidas pelo INPE mostram a concentração do monóxido de carbono sobre uma faixa que se estende do Norte brasileiro até o Sul e o Sudeste, passando sobre o Peru, Bolívia e Paraguai.
Somente em Londrina, no mês de agosto, o Corpo de Bombeiros já registrou 50 ocorrências de incêndio em vegetação.
O intenso acúmulo de fumaça tem chamado a atenção dos moradores.
Tem algum vídeo da fumaça em Londrina? Envie para o TEM WHATS (43) 98415-8484 ou clique aqui.
Pantanal
No Pantanal, cerca de 350 brigadistas do Ibama e ICMBio atuam em conjunto com 450 militares das Forças Armadas, 95 da Força Nacional e mais dez da Polícia Federal. Das 98 áreas de incêndio, 50 teriam sido extintas e 46 permanecem ativas, das quais 27 estão controladas.
Uma sala de situação criada pelo governo federal concentra a resposta federal aos incêndios no país desde junho. Na Amazônia, foram disponibilizados R$ 405 milhões do Fundo Amazônia para apoiar as guarnições do Corpo de Bombeiros dos estados.
Redação Tem Londrina