- Jornalismo
- 26 de agosto de 2025
Londrina: câmera flagra briga que terminou com atleta baleado por policial
Polícia Civil investiga o caso ocorrido em um bar da cidade; assista ao vídeo.

O atleta de kickboxing David Silveira, baleado por um policial militar de folga durante uma briga em um bar localizado na esquina da Avenida Duque de Caxias com a Rua Espírito Santo, na área central de Londrina, continua internado em estado considerado grave. O caso aconteceu no último sábado (23).
A confusão registrada por câmeras de segurança (assista abaixo), está sendo investigada pela Polícia Civil (PC) e também pela Polícia Militar (PM), por meio de um inquérito interno. A identidade do autor do disparo não foi relevada pela PM.
Imagens de uma câmera de monitoramento mostram o policial se aproximando de David, que estava acompanhado da namorada. Após uma breve discussão, o lutador atinge o policial com dois socos, e a briga segue fora do alcance das câmeras, no espaço onde há uma escada. Em seguida, o militar dispara contra o atleta. O Boletim de Ocorrência (BO), o policial, testemunhas e a família da vítima contam versões diferentes sobre o caso.
Silveira foi socorrido, passou por uma cirurgia de mais de quatro horas e está internado na UTI do Hospital Evangélico de Londrina (HEL), em estado grave, mas consciente. Segundo familiares, o tiro atingiu a bexiga e parte dos intestinos. Ainda não há confirmação se ele ficará com sequelas.
David acumula conquistas nacionais e internacionais no kickboxing, entre elas, três títulos pan-americanos, três sul-americanos e 11 campeonatos brasileiros da modalidade.
Versões divergentes
De acordo com a namorada do lutador, o casal havia chegado ao bar por volta das 21h, quando o policial e outros quatro homens teriam feito comentários e ‘olhares indiscretos’, o que ela caracterizou como assédio. Segundo a mulher, após essa situação, eles decidiram ir embora, mas ao chegarem no caixa, foram surpreendidos por um dos homens, o policial militar.
Já o policial militar nega o assédio e afirma ter agido em legítima defesa. O agente de folga disse que o atleta ficou lhe intimidando durante todo o momento em que esteve no local. Ele suspeitou que David pudesse estar envolvido em alguma ocorrência anterior e, ao se encontrarem na saída, a discussão teria acontecido. A defesa afirma ele que atirou em legítima defesa após ser agredido, para neutralizar a ameaça.
Investigações
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso e já ouviu testemunhas. Os próximos a serem ouvidos serão o atleta, assim que seu estado clínico permitir, e na sequência, o policial. Já a Polícia Militar informou que abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta do agente. Atualmente, ele cumpre funções administrativas.
Assista ao vídeo:
Redação Tem Londrina