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Pfizer ofereceu 70 milhões de doses de vacina ao Brasil em agosto; governo recusou

Vacinas chegariam em dezembro do ano passado, mas segundo laboratório, Ministério da Saúde recusou oferta.

Laboratório norte-americano faria a entrega das doses em dezembro – Foto: Evaristo Sá/AFP

Muitos países já começaram a vacinar seus habitantes contra o novo coronavírus, entre eles os Estados Unidos, Inglaterra, Argentina, México, Chile, Rússia e o mais avançado de todos, Israel. O Brasil, porém, ficou para trás na corrida pela imunização. No mesmo dia em que o país alcançou a triste marca de 200 mil mortos pela covid-19, a Pfizer anunciou que chegou a oferecer 70 milhões de doses de sua vacina ao governo brasileiro em agosto do ano passado. O problema é que o acordo não foi selado.

“Vale reforçar que a Pfizer encaminhou três propostas ao governo brasileiro, para uma possível aquisição de 70 milhões de doses de sua vacina, sendo que a primeira proposta foi encaminhada pela companhia em 15 de agosto de 2020 e considerava um quantitativo para entrega a partir de dezembro de 2020”, disse a empresa em nota.

A Pfizer informou ainda que não pode dar detalhes da negociação por causa de um contrato de confidenciabilidade que foi assinado com o governo brasileiro no dia 31 de julho do ano passado.

Entretanto, a farmacêutica garante que os termos do acordo proposto ao governo brasileiro são os mesmos termos dos contratos fechados com outros países, inclusive países que já estão vacinando.

Coronavac

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quinta-feira (07) que está fechando contrato para compra de 100 milhões de doses da Coronavac. A vacina foi desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e será distribuída no Brasil pelo Instituto Butantan, órgão ligado ao governo de São Paulo.

O ministro voltou a afirmar que a vacinação no País começa, no melhor cenário, em 20 de janeiro e em março, caso haja algum problema.

“Estamos hoje, na sequência da aquisição de doses com Butantan, fechando contrato que vai a 100 milhões de doses. Máximo que ele (o instituto) consegue produzir. Já tínhamos um memorando assinado desde outubro, final de setembro, nos comprometendo com aquisição da totalidade produzida”, disse Pazuello.

Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

Disse que toda a produção do Butantan será incorporada ao plano nacional de imunização, coordenado pelo governo federal. Doria, porém, tem planos de começar a vacinação em São Paulo em 25 de janeiro.

Segundo Pazuello, 46 milhões da Coronavac serão distribuídas até abril. E mais 54 milhões, no resto do ano.

Redação Tem com EM


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