- Jornalismo
- 3 de outubro de 2021
Petrobras não vai segurar preço de combustível, diz presidente da estatal

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna afirmou que a empresa não vai segurar os reajustes dos preços dos combustíveis e afirmou que fazer isso poderia provocar desabastecimento do produto nos postos. Durante entrevista ao jornal O Globo, neste domingo (3), o executivo da estatal petroleira brasileira também disse que não vai alterar a política de preços atual.
Silva e Luna afastou ainda a possibilidade de mudar a política de preços da companhia, destacando que Brasil não tem como evitar uma política de preços que acompanhe a cotação internacional do petróleo porque a importação do produto é responsável por cerca de 30% da gasolina e do diesel comercializados no país.
Mesmo assim, o presidente da Petrobras admitiu que existe pressão política para que o governo faça algo para conter os reajustes dos combustíveis, entretanto, garantiu, que as alterações de preços dos combustíveis têm sido baseadas em decisões técnicas e que essas pressões não partem do presidente Jair Bolsonaro.
“Pelo presidente da República, não. Ele nunca pressionou a Petrobras. Ele busca informações, mas entende perfeitamente”, disse.
Sobre o gás de cozinha, Silva e Luna admitiu que “o preço do gás está muito alto” e reconheceu o “desabastecimento”, mas ponderou que os custos das commodities subiram muito.
“A Petrobras não deixa faltar combustível no mercado, ela paga tributo, paga royalties e gera empregos. Essa é a grande contribuição que a empresa dá. Uma empresa robusta pode ajudar o país. Antes a empresa trabalhava seis meses por ano para pagar o juro da dívida. Passamos desse vale da morte. O governo está agindo. O presidente está preocupado e está agindo junto com os seus atores para encontrar uma solução”, disse Silva e Luna.
Redação Tem com iG Brasil