- Jornalismo
- 9 de agosto de 2024
Técnica londrinense carrega ginasta machucada e cena emociona torcida
Brasileiras ficaram fora da final já que a competição não permite reservas.

A ginasta brasileira Victoria Borges deixou a quadra da Arena La Chapelle chorando, na manhã desta sexta-feira (9). Ela sofreu uma lesão na panturrilha esquerda durante o aquecimento para apresentação de conjunto da ginástica rítmica. O Brasil ficou fora da final, já que não há reservas nas Olimpíadas de Paris.
Uma cena marcante emocionou a todos que acompanhavam (assista abaixo) o fim da última apresentação, quando a atleta deixou a arena chorando e precisou ser carregada pela técnica londrinense Camila Ferezin. Toda a equipe estava muito abalada. Enquanto choravam, elas consoladas pelas duas treinadoras. A técnica Bruna Marttins também é de Londrina.
“A gente queria entrar em quadra para, pelo menos, finalizar a competição, porque a gente trabalhou muito. Ela foi muito guerreira, mesmo sentindo muita dor. Hoje era isso que ela tinha para dar. A gente tentou se unir pra fazer o melhor que a gente podia nesse momento. Desculpa. A gente deu nosso melhor, nosso máximo, nosso sangue”, disse a ginasta Maria Eduarda, capitã da equipe. O conjunto brasileiro é formado pelas atletas Victoria Borges, Nicole Pircio, Maria Eduarda Arakaki, Débora Medrado e Sofia Madeira.
Assista ao vídeo:
Victória competiu na prova de três fitas e duas bolas mesmo machucada, já que não há possibilidade de substituição na modalidade olímpica. Em nota, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), explicou que a atleta sofreu uma contratura muscular.
“A regra retirou as reservas dos Jogos Olímpicos, com isso as seleções podem inscrever apenas cinco atletas. As reservas podem participar dos treinamentos, mas não podem competir. Essa norma surgiu para possibilitar a entrada de mais dois países, mas a regra precisa ser revista”, explica a londrinense Dayane Camillo, bicampeã pan-americana e finalista olímpica, ao TEM.
“Essa é uma regra que precisa mudar, você treina há anos para disputar uma Olimpíada, qualquer ginasta pode se lesionar na quadra e o conjunto não pode contar a reserva”, defende Dayane.
Redação Tem Londrina