- Jornalismo
- 28 de agosto de 2023
Faustão: entenda porque 1º da fila recusou coração transplantado no apresentador
Apresentador era o segundo da lista.

O apresentador Fausto Silva, de 73 anos, foi submetido a um transplante de coração nesse domingo (27), após a equipe de transplante rejeitar o órgão que estava destinado ao paciente que estava no topo da lista. Segundo a Central de Transplantes do Estado de São Paulo, durante a madrugada de domingo, o sistema identificou 12 pacientes elegíveis para o transplante. Faustão, no entanto, estava na segunda posição na lista de prioridade.
Daniela Salomão, coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes, explicou que várias razões podem levar à recusa de um órgão: “Depende da condição do receptor no momento em que o órgão é oferecido. Pode ocorrer que o receptor não esteja em condições ideais de saúde. Enquanto você está na lista de espera, pode, infelizmente, desenvolver alguma condição, como uma infecção, que o impeça de realizar o transplante com segurança”.
Além disso, a saúde do doador e a qualidade do órgão também são consideradas. “Existem casos em que o doador tem alguma doença pré-existente que pode afetar a qualidade do órgão a ser doado. A condição de saúde do doador no momento da oferta, incluindo infecções ou uso de medicamentos, também é avaliada.”

A decisão de aceitar um órgão é uma decisão conjunta entre o paciente e a equipe de transplante. “A equipe recebe informações técnicas sobre o doador. Às vezes, por várias razões, o paciente pode não desejar receber um órgão específico daquele doador”.
A lista de espera por órgãos é única e gerenciada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Pacientes tanto do sistema público quanto do sistema privado seguem os mesmos critérios técnicos, que incluem compatibilidade de sangue, altura, peso, genética e gravidade da condição, que varia dependendo do órgão. Em casos de empate, a ordem de chegada é usada como critério de desempate.
Daniela Salomão acrescentou que “pacientes em condições mais críticas e com maior gravidade têm prioridade para o transplante em relação a pacientes menos graves. O sistema classifica com base na gravidade da situação do paciente, usando critérios pré-estabelecidos”.
Os dados na lista de espera não distinguem entre pacientes da rede pública ou privada.
Embora mais de 90% dos transplantes sejam realizados pelo SUS, os pacientes têm a opção de realizar o procedimento na rede privada, com seu médico de escolha. No entanto, a captação do órgão ainda é realizada pela rede pública.
A maioria dos órgãos é proveniente de doadores falecidos, embora alguns transplantes possam ser realizados com órgãos de doadores vivos. No caso de doadores falecidos, a família do doador deve consentir com o procedimento.
No que diz respeito ao caso de Faustão, ele foi hospitalizado desde 5 de agosto no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a uma insuficiência cardíaca. Sua condição de saúde delicada o colocou na lista de prioridade para transplante de coração. Após a notificação da Central de Transplantes do Estado de São Paulo sobre a disponibilidade de um coração compatível, a cirurgia foi realizada com sucesso e durou cerca de 2 horas e 30 minutos.
Sua esposa, Luciana Cardoso, agradeceu publicamente pelo apoio e transparência durante o processo.
Redação Tem Londrina