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Filme londrinense estreia em um dos maiores festivais de cinema do país

Curta londrinense gravado na área rural.

Imagem: Divulgação

O curta-metragem Tornar-se Ciborgue no Interior, dirigido por Louisa Savignon e produzido pela UABI Filmes, Metafixa Produções e Cinea Filmes, foi selecionado para o Olhar de Cinema, um dos mais importantes festivais do país no circuito de cinema independente e autoral. O filme integra a seção Mirada Paranaense e fará sua estreia oficial neste domingo (7), na Cinemateca de Curitiba.

A seleção para o Olhar de Cinema marca a primeira exibição pública oficial do filme e reforça a presença da produção audiovisual londrinense no circuito nacional de festivais. A mostra Mirada Paranaense reúne obras realizadas no Paraná ou por realizadores paranaenses, destacando a diversidade do cinema produzido no estado.

Louisa Savignon diretora do curta-metragem e Fran Camilo, co-produtora – Imagem: Reprodução/Arquivo pessoal

Ambientado no interior do Paraná, o filme acompanha Leo e Julia, um casal que vive em um sítio enquanto tenta, sem sucesso, ter um filho. A chegada de duas novas vizinhas — Ava e Mia — faz emergir divergências entre o casal e as questões de reprodutibilidade: se por um lado Julia vai com empolgação e abertura diante do novo, Leo se apresenta mais conservador e cheio de conflitos em relação à artificialidade.

Donna Haraway e Paul B. Preciado versam sobre como dispositivos farmacológicos e tecnológicos podem representar ameaça e controle para alguns corpos, enquanto para outros tornam-se possibilidades de sobrevivência, transformação e continuidade, e é nesse lugar que surge o arco dramático da história.

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Tensionando masculinidade, reprodutibilidade e imaginários sobre o “natural”, o curta explora a resistência e o desejo de Leo diante de algumas tecnologias, já que é adepto de outras, relacionadas às suas plantações. Em contraste, personagens queer e dissidentes aparecem atravessando essas transformações com intimidade e naturalidade.

Com robô agrícola, performances musicais e aparições surreais, o curta propõe uma reflexão sobre modos de existir no futuro (e no agora), numa reinvenção possível e necessária da masculinidade.

Serviço

Quando:
07/06 (domingo) às 14h30
Sessão com acessibilidade
07/06 (domingo) às 16h00
Sessão com debate
09/06 (terça-feira) às 16h30

Onde:
Cinemateca de Curitiba

Redação Tem Londrina com Assessoria


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