- Jornalismo
- 3 de junho de 2026
Desestatização da Sercomtel teria recebido recursos do Banco Master

A desestatização da Sercomtel, concluída em 2020, voltou a ser alvo de questionamentos após uma reportagem exclusiva da CBN Londrina, apontar supostas irregularidades envolvendo o Banco Master no processo de compra da companhia. As informações foram apuradas pelo jornalista Guilherme Batista, da rádio CBN.
Segundo a apuração, o aporte de R$ 130 milhões realizado pelo Fundo Bordeaux para adquirir a empresa teria sido feito com recursos do Banco Master. Há ainda a suspeita de que os valores tenham retornado à instituição financeira logo após a formalização da venda, situação que estaria sendo analisada por órgãos de fiscalização.

De acordo com a reportagem, um relatório técnico da Controladoria-Geral do Município teria identificado indícios de irregularidades, que também estariam sendo investigadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo a reportagem da CBN, caso as suspeitas sejam confirmadas, a privatização da Sercomtel poderá ser questionada judicialmente.
A matéria também destaca que, após a desestatização, ativos da empresa foram transferidos para a Ligga Telecom, pertencente ao mesmo grupo empresarial. Além disso, documentos públicos encontrados pela CBN indicam que a Sercomtel manteve operações financeiras com o Banco Master mesmo após a conclusão da venda.
A ação popular que pede a anulação da privatização, apresentada ainda em 2020 pelo Movimento Popular Anticorrupção Por Amor a Londrina, segue em tramitação no Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).
A atual administradora da Sercomtel ainda não se manifestou sobre o caso.
Com informações da CBN Londrina.