- Jornalismo
- 5 de julho de 2022
Prefeitura doa mais de 93 toneladas de ração em Londrina

De acordo com um balanço divulgado pela Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Ambiente (Sema), o programa municipal de doação de ração animal, chamado de Banco de Ração, criado em 2018, efetuou a doação de 93.627 quilos de ração para as organizações e entidades não governamentais, famílias vulneráveis e protetores individuais, do município. Mais de 93 toneladas de alimento animal já foram destinados gratuitamente pela Prefeitura para 529 pessoas em Londrina, incluindo para a Associação Defensora dos Animais de Londrina (ADA) e para Organização da Sociedade Civil de Interesse Público SOS Vida Animal.
De acordo com dados divulgados pelo município, foram investidos R$ 401.489,25 nesta área.
A ração comprada pela Prefeitura é chamada de Premium, considerada de ótima qualidade, por possui alto teor proteico e todos os nutrientes essenciais para a saúde animal, como os aminoácidos, ácidos graxos, vitaminas e minerais. Com ela é necessária uma porção menor para nutrir mais os animais. Isso só é possível graças ao Banco de Ração, que é uma política pioneira no Brasil. Londrina foi a primeira cidade brasileira a criar esse programa, que visa captar doações de produtos e gêneros alimentícios para os animais, assim como aceitar a doação de produtos para os animais, como roupas, remédios, coleiras, guias, abrigos, caixas de transporte, brinquedos e produtos de limpeza.
A Lei Municipal nº 12.718, de 22 de junho de 2018, de autoria da vereadora Daniele Ziober (PP), foi sancionada pelo prefeito Marcelo Belinati, criador da política da bem-estar animal em Londrina. De lá para cá, muitos gestores públicos vieram a Londrina conhecer o projeto ou entraram em contato para replicar o mesmo projeto de lei. Entre os municípios que implantaram o Banco de Ração com base no londrinense, informou a vereadora, estão Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Ibiporã, Cambé e Primeiro de Maio.
“O Banco de Ração não existia no Brasil, até que tivemos a ideia de criarmos ele. A ideia saiu de dentro do meu gabinete, de minha autoria, porque eu queria que a Prefeitura pudesse ajudar essas ONGs, os protetores e as famílias que ajudam os animais que estão na rua e que vêm de abandono e de situações de maus-tratos. A ideia inicial era que a Prefeitura recebesse a ração, porque é aquilo que os protetores mais precisam e foi assim que conseguimos (com a criação de um fundo municipal e de um conselho) criarmos a rubrica para a compra de produtos aos animais”, explicou a parlamentar.
A Sema é o órgão responsável pela coordenação, organização e estruturação das atividades técnicas e operacionais e é a pasta que articula as formas de coleta e distribuição da ração. Segundo o secretário municipal de Ambiente, Ronaldo Siena, para receber a ração comprada pela Prefeitura e dada gratuitamente a quem precisa é necessário estar cadastrado. No início do credenciamento, em 2020, inscreveram-se a ADA e SOS Vida Animal, além de 318 protetores de animais individuais e mais 209 famílias em estado de vulnerabilidade alimentar e nutricional, ou seja, havia 529 cadastros.
Atualmente, devido à pandemia de covid-19 e à crise econômica que o país vem enfrentando, esse número subiu para 917 pessoas credenciadas, além das duas entidades.
Como se inscrever
As pessoas em situação de vulnerabilidade social, protetores e ONGs de cuidados animais interessados em se cadastrar no Banco de Ração devem preencher o formulário disponível no site da Sema, no link de Bem-Estar Animal, na aba Banco de Ração ou clique aqui. Para quem não tem acesso à internet é possível ir presencialmente na sede da Sema, que fica na Rua da Natureza, 155, dentro do Parque Municipal Arthur Thomas, no Jardim Piza. O telefone para contato é o (43) 3372-4775. Os atendimentos são de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas.
Como ajudar
O cidadão que quiser ajudar as entidades sem fins lucrativos pode entrar em contato com a ADA e com a SOS Vida Animal. Mais informações podem ser obtidas no site da SOS Vida Animal e na página do Instagram da ADA. As entidades contam com as doações para manter funcionando seus serviços. Elas precisam de alimentos para os animais e têm despesas mensais com produtos de limpeza, contas de água e energia elétrica, pagamento de veterinários e medicamentos quando necessário.
Segundo a Sema, aqueles que não puderem ajudar financeiramente, mas puderem adotar um animal também são bem-vindos.
Redação Tem Londrina com Ncom