- Jornalismo
- 31 de janeiro de 2021
Caminhoneiros confirmam início de greve nesta segunda-feira
Em Londrina, trabalhadores autônomos avaliam se aderem ao movimento.

Os caminhoneiros realizam uma nova paralisação por tempo indeterminado, começando a partir desta segunda-feira (01). Os trabalhadores reivindicam, entre outras pautas, melhores condições de trabalho com a redução no preço do combustível. Eles também criticam o marco regulatório do transporte marítimo (BR do Mar) e cobram direito a uma aposentadoria especial para a categoria.
A decisão de promover a greve foi tomada no dia 15 de dezembro do ano passado, em assembleia geral extraordinária do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC). O conselho reúne 40 mil caminhoneiros em São Paulo e tem afiliados em outros estados. Mas, como são várias as entidades que representam a categoria, ainda não se sabe que tamanho terá a mobilização.
Em 2018, no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), o grupo realizou uma paralisação que durou dez dias, afetando o sistema de distribuição em todo o país. Dessa vez, segundo Plínio Dias, presidente do CNTRC, a situação é “pior” do que a que levou à mobilização naquele ano eleitoral. A categoria apoiou em peso, na ocasião, a candidatura de Jair Bolsonaro (ex-PSL).
Plínio Dias estima que até 80% dos caminhoneiros poderão aderir à mobilização, que também recebe o apoio da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). “As nossas pautas, que a gente trabalhou em 2018, a gente ganhou e não levou. O que funciona é só o eixo erguido do pedágio, pra não pagar. Todas as reivindicações de 2018 não vingaram, só uma, que é a do eixo erguido”, explicou.
Segundo Plínio, a orientação é que as pistas não sejam totalmente interditadas e que ônibus, caminhões com insumos hospitalares e os com carga viva tenham livre passagem.
Londrina
Em Londrina, os caminhoneiros estão insatisfeitos, mas ainda não há definição sobre quantos devem aderir ao movimento.
De acordo com o trabalhador Hélio Pereira, de 55 anos, caminhoneiro autônomo, ouvido pela reportagem, o valor do combustível e a falta de fiscalização no preço dos fretes está dificultando a vida dos trabalhadores. “Está ruim demais. Na verdade a coisa está pior que antes da nossa outra greve. Muitos não estão conseguindo trabalhar desse jeito”, disse o caminhoneiro.
Apesar da insatisfação, ele afirma que nem todos devem parar. “Vamos ver como vai ser, vamos avaliando se vai ganhando força, né”, completa.
Redação Tem com Congresso em Foco/UOL