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Líder de 2018 promete nova greve de caminhoneiros: ‘parar o Brasil’

Protestos são motivados pelo aumento de 25% no preço do óleo diesel.

Imagem: Reprodução

Um dos principais líderes da greve de caminhoneiros de 2018, Wanderlei Alves, conhecido como Dedeco, diz que o Brasil precisa parar para protestar contra os aumentos dos combustíveis praticados nesta quinta-feira (10) pela Petrobras — 18,8% para a gasolina e quase 25% para o óleo diesel.

“Os caminhoneiros autônomos e os empresários de transporte têm que se unir e parar o país. Ninguém vai aguentar. As transportadoras que têm 500, mil caminhões, com milhares de funcionários para pagar, vão quebrar”, afirmou Dedeco para a coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo.

Em Mato Grosso, onde parou o caminhão para abastecer e seguir viagem até Presidente Prudente, em São Paulo, ele diz que pagou R$ 6,80 o litro. As altas começam a valer a partir desta sexta-feira (11).

Dedeco diz que a guerra da Rússia contra a Ucrânia serve como “desculpa para enriquecer ainda mais os donos da Petrobras”.

Lucro recorde e bilionário

A Petrobras teve lucro líquido recorde de 106,7 bilhões de reais em 2021, ante 7,1 bilhões no ano anterior, principalmente devido ao avanço de 77% do preço do barril do petróleo no período e valores mais altos dos combustíveis.

Paralelamente ao resultado, a companhia informou nesta quarta-feira o pagamento de dividendos também recordes de 101,4 bilhões de reais referentes ao exercício de 2021.

Dedeco afirmou que caminhoneiros e transportadoras são os primeiros a sentir o reajuste, mas os preços logo serão repassados “na gôndola dos supermercados, em todos os produtos”.

Redação Tem


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