- Jornalismo
- 7 de julho de 2025
Central de Tratamento de Resíduos vai ter área para descarte ampliada

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) iniciou a construção de uma nova célula para depósito de resíduos sólidos na Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Londrina, localizada no distrito da Maravilha, na Zona Sul da cidade. A nova vala será a sétima da unidade, que já opera com seis áreas de aterramento em uma área total de 127 mil metros quadrados.
A última célula construída, em uso há três anos, tem capacidade para 600 mil toneladas de lixo e deverá atingir seu limite em cerca de 14 meses. Desde que foi inaugurada, em 2010, a CTR já recebeu aproximadamente 1,9 milhão de toneladas de resíduos.
A nova célula ocupará uma área de 36 mil metros quadrados — o equivalente a cinco campos de futebol — e contará com manta especial de polietileno de alta densidade para impedir o contato dos resíduos com o solo, garantindo segurança ambiental. “Estaremos garantindo a boa recepção de todo o resíduo proveniente da coleta domiciliar do município”, afirmou o gerente da CTR, Alexandre Zuliani.
As seis células atuais ocupam pouco mais de 18% da área total da Central, com altura média de 30 metros a partir da base do solo. A nova célula representará 5,14% do espaço da unidade e terá, no mínimo, duas fases de operação. Na primeira etapa, poderá receber até 380 mil toneladas de rejeitos ao longo de 34 meses.
A obra está orçada em R$ 4.295.000,00 e será executada pela empresa Kurica Ambiental S/A, vencedora da licitação (Contrato 006/2025). A previsão é de que todas as etapas — escavação, terraplenagem, compactação, impermeabilização e demais infraestruturas — sejam concluídas em até 12 meses.
O projeto total da CTR prevê até 11 células de rejeito, o que deve ampliar a vida útil da central até o ano de 2041, ou seja, por mais 16 anos.
Sobre a CTR de Londrina
Situada a 30 km do centro da cidade, a Central de Tratamento de Resíduos ocupa uma área de 30 alqueires e funciona como aterro sanitário convencional. Em média, recebe 11.200 toneladas de resíduos por mês, oriundos da coleta pública municipal.
A CTR também conta com áreas destinadas ao descarte de galhos e ao plantio de árvores nativas, além de reservas legais e Área de Preservação Permanente (APP). A unidade possui lagoas para armazenar lixiviado (líquido que se forma pela decomposição dos resíduos), caixas coletoras especiais e células de chorume.
O sistema de aterramento é composto por camadas de resíduos depositadas em valas totalmente impermeabilizadas, protegidas por mantas termoplásticas, argila, pedrisco, manta geotêxtil e brita para drenagem. As células contam com sistemas de drenagem interna e externa, para gases, líquidos e águas pluviais, garantindo o funcionamento seguro e sustentável da operação.
Redação Tem Londrina com NCom