- Jornalismo
- 15 de dezembro de 2020
913 cidades garantem vacinas do Butantan; Londrina fica de fora
Sem plano nacional definido, mesmo que vacinas cheguem, Londrina e o Paraná podem ficar para trás por alinhamento com o governo federal.

O Instituto Butantan de São Paulo informou que, até o momento, 913 cidades brasileiras já manifestaram o interesse de adquirir a vacina contra o coronavírus desenvolvida em parceria com a Sinovac. Ainda, segundo o Instituto, 12 estados brasileiros também já iniciaram as tratativas para comprar as vacinas.
Entre as cidades que já se anteciparam estão Curitiba, Maringá e Ponta Grossa, três, das quatro maiores do Paraná. Apenas Londrina ainda não iniciou tratativas para a compra do material que já está sendo desenvolvido em São Paulo e tem previsão de aprovação nas próximas semanas.
Questionado na semana passada, sobre a possibilidade de a prefeitura comprar diretamente doses da vacina para imunizar a população de forma geral, o Secretário de Saúde, Felippe Machado, explicou que o município não deve, por enquanto, fazer a aquisição própria das vacinas e vai aguardar a distribuição dos governos estadual e federal. “Em primeira análise, nós não trabalhamos com a possibilidade de aquisição direta de vacina, o município não tem mercado competitivo para isso. Porém, não há o que se preocupar, com certeza nós vamos ser supridos pelos governos federal e estadual”, declarou.
Paraná sem datas
O estado do Paraná também afirma que vai aguardar o plano de imunização do governo federal, que sequer tem data pata acontecer ou vacina previamente garantida.
Segundo o governador Ratinho Junior (PSD), o governo estaria fazendo conversas com laboratórios internacionais e o Instituto Butantan, porém, não explicou se o estado procura especificamente por alguma vacina no mercado internacional ou se há uma data prevista para o início da imunização.
Ele garantiu que o Paraná tem estrutura e condições para realizar a aplicação do imunizante assim que for aprovado.
O governo paranaense possuía um acordo com os russos para a produção e distribuição da Sputnik V, mas o acordo não foi para frente e a vacina sequer chegou a ser testada no estado.
Governo sem vacinas
O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (15), após uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), que a vacinação no país deve começar 5 dias após a aprovação da Anvisa.
A pasta, no entanto, não informou para quando está prevista o início da aplicação ou se o ministério aguarda especificamente alguma vacina.
Na semana passada, o CEO da Pfizer, farmacêutica que desenvolve a vacina contra coronavírus nos EUA em parceria com o laboratório Biontech, da Alemanha, desmentiram o governo que havia divulgado a parceria para compra de apenas 500 mil de doses entregues ainda neste ano.
Redação Tem