- Jornalismo
- 29 de janeiro de 2021
Após pressão, governo confirma compra de mais 54 milhões de doses da Coronavac

O governo federal confirmou na noite desta sexta-feira (29) que comprará mais 54 milhões de doses da Coronavac para serem distribuídas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). O anúncio do Ministério da Saúde, que prometeu a compra junto ao Instituto Butantan para a semana que vem, dá fim à incerteza que rondava a continuidade do plano nacional de vacinação contra a covid-19. A definição também vem após pressão exercida pelo governo de São Paulo nos últimos dias.
Até agora, a pasta chefiada pelo ministro Eduardo Pazuello tinha adquirido apenas 46 milhões de doses do imunizante, responsáveis por darem início à vacinação no país. O acordo do governo federal com o Butantan previa a opção de aquisição de um total de 100 milhões de doses, mas o Ministério ainda não tinha confirmado a compra.
Em nota do Ministério da Saúde sobre a aquisição, a pasta também afirmou que vai solicitar à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que antecipe a concessão do registro definitivo da Coronavac. A medida permite que a vacina possa ser aplicada a mais pessoas além dos grupos prioritários do plano nacional de vacinação, que estão sendo vacinados atualmente por meio de uma aprovação de uso emergencial.
“O Ministério da Saúde irá firmar o contrato de compra das doses junto à Fundação [Butantan] na semana que vem. Além disso, a pasta está solicitando a antecipação do registro da vacina junto à Anvisa, para ampliar a vacinação para toda a população brasileira”, diz a nota do Ministério.
Mais vacinas
Além da CoronaVac, o governo federal só conta até agora com a vacina da AstraZeneca/Oxford para a imunização contra a covid-19. Hoje, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), instituição federal que produzirá a vacina no Brasil, fez o pedido de registro definitivo à Anvisa.
Por enquanto, o país só recebeu 2 milhões de doses prontas da vacina vindas da Índia, e ainda não tem uma previsão real para a chegada de insumos vindos da China para iniciar a produção nacional.
Redação Tem com Folhapress