- Jornalismo
- 9 de maio de 2021
‘Capital do kit covid’, Chapecó tem taxa de mortes maior que a nacional
Taxa de mortalidade por covid na cidade catarinense é maior que a de Londrina.

A cidade de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, ficou em evidência no último mês, quando defensores do chamado ‘tratamento precoce’ contra a covid-19, indicavam a cidade como modelo no enfrentamento à doença, utilizando medicamentos sem eficácia e chegou a ser chamada de ‘Capital do Kit Covid’ por alguns apoiadores do tratamento.
De acordo com o último boletim epidemiológico, o município apresenta uma das mais altas taxas de mortalidade da doença em todo o país, com 266 mortes a cada 100 mil habitantes.
Neste domingo (9), o TEM divulgou uma reportagem mostrando que a taxa de óbitos por covid-19 em Londrina (226), é maior que a média nacional (198). O Estado do Paraná (206) também possui uma média maior que a do Brasil.
De acordo com o prefeito chapecoense, João Rodrigues (PSD), durante entrevista à rádio Jovem Pan, os médicos têm liberdade para receitar todos os medicamentos que acreditarem. “Como prefeito de Chapecó, não recomendo o uso de medicamentos específicos, mas dou liberdade e apoio aos médicos para que prescrevam tratamentos de acordo com o que acreditam. É bem verdade que há um número razoável de profissionais que estão receitando os medicamentos do ‘kit covid’ — como ivermectina e cloroquina, o que a Prefeitura também apoia. Chamamos de precoce ou imediato o tratamento rápido da patologia. Por exemplo, o presidente Jair Bolsonaro apenas pediu que as pessoas sejam cuidadas imediatamente após o diagnóstico, mas o tratamento precoce continua a ser satanizado. Isso está mais para golpe político do que salvar vidas. Se fosse para salvar vidas, todos os Estados estariam testando rápido, isolando os doentes, tratando precocemente e colocando a população para produzir, trabalhar”, ressaltou o prefeito.

Na prática, o que vem acontecendo é exatamente o contrário. O município, que possui cerca de 224 mil moradores, não só registra uma alta taxa de letalidade do coronavírus, como também apresenta um crescimento de diagnósticos positivos e mortes entre março e abril, meses onde esteve envolvido na polêmica nacional sobre o tratamento precoce.
Segundo o último boletim, o município possui 597 óbitos, 35 mil casos confirmados e 339 casos ativos da doença.
Redação Tem com SCMais