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Clínicas privadas planejam compra de vacina anti-covid em Londrina

Clínicas se mobilizam há seis meses por vacina – Foto: Diego Vara/Reuters

No mundo todo, a corrida em busca de vacinas que combatam a covid-19 é grande. O Brasil tem ficado para trás nessa corrida, com o chamado Plano Nacional de Imunização (PNI) que ainda não se efetivou. Em Londrina, a prefeitura se antecipou ao governo federal e assinou um contrato com o Butantan de intenção de compra de vacinas anti-covid. As clínicas particulares de vacinação da cidade também têm se organizado para conseguir disponibilizar o imunizante.

“No nosso caso, já estamos mobilizados há cerca de seis meses em busca de comprar uma vacina, mas, enquanto não houver um registro de utilização emergencial de uma vacina pela rede pública e também o registro definitivo pela Anvisa, as clínicas particulares não conseguirão comprar os imunizantes”, explica a gerente da clínica de vacinas da Unimed, Zenaide Leão, ao TEM.

O processo na rede privada é um pouco mais lento porque o uso em caráter emergencial só é liberado para o Sistema Único de Saúde (SUS), por isso as clínicas particulares precisam aguardar uma liberação definitiva por parte do órgão de regulação.

Ainda que as clínicas consigam comprar alguma vacina, Leão informa que, em um primeiro momento, a rede privada também deve disponibilizar o imunizante apenas para pessoas do grupo de risco. “Tem uma publicação do Ministério da Saúde que orienta a rede privada, quando tiver acesso a vacina, também siga o Plano de Vacinação Nacional e atenda o grupo de risco já sugerido pelo Ministério. É bem provável que a rede atenda essa sugestão, só estendo depois a vacina para o restante da população”, comenta.

Vacinas da índia

A Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) iniciou, nesta semana, a negociação para a compra de cinco milhões de doses de uma vacina contra a codi-19 do laboratório indiano Bharat Biotech. O imunizante, chamado de Covaxin, teve o uso emergencial aprovado na Índia no fim de semana pelas autoridades de saúde locais. Representantes da associação foram até o país para tratar pessoalmente do assunto.

Indiana manipulando vacina Covaxyn, da Bharat Biotech – Foto: Reprodução/EPA

Em Londrina, uma clínica de vacinação é associada da ABCVAC. Segundo informações de funcionários, o médico infectologista e imunologista José Luis da Silveira Baldy tem participado de reuniões com representantes da associação para tentar garantir a compra de doses para a clínica de Londrina.

O TEM foi informado que, assim que a série de reuniões acabar e houver um posicionamento mais concreto, o médico deverá conceder entrevista sobre o assunto.

Fiama Heloisa - Redação Tem


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