- Jornalismo
- 4 de julho de 2021
Covid: óbitos de jovens e adultos já são maioria em Londrina
Número de vítimas que representava 16% em janeiro, já é de 52%. Média mensal de mortes não diminuiu, pelo contrário, aumentou.

Se anteriormente as vítimas do novo coronavírus eram as mais idosas, a partir de agora, com a vacinação avançando sobre esse público e as novas variantes mais agressivas com alta circulação, os jovens e adultos já se tornaram o grupo mais atingido pela covid-19.
De acordo com um levantamento feito pelo TEM, a partir de dados disponibilizados pela Secretária Municipal de Saúde (SMS), em junho, pela primeira vez desde o início da pandemia, Londrina registrou mais mortes de pessoas entre zero e 59 anos, do que idosos acima de 60 anos durante o período de um mês.
Nos três primeiros dias de julho, este número já chega a 84%, sendo que das 13 vítimas fatais, onze tinham até 59 anos.
A doença também está alcançando mais pessoas sem comorbidades, o que anteriormente era bastante raro.
Segundo os dados, em junho deste ano, 137 pessoas entre 12 e 59 anos morreram em Londrina. Já acima dos 60 anos, o número de vítimas registradas foi de 125, ou seja, 52% estavam na faixa dos não idosos. Para fazer uma comparação, em maio, este número representava 42% e em janeiro, apenas 16% (22 das 136 mortes registradas). Veja a tabela abaixo:

Vale ressaltar que o número total de mortes não diminuiu, pelo contrário, aumentou. Se em 2020, a média mensal de óbitos por covid em Londrina era de 47, agora, em 2021, a média saltou para 214 mortes por mês. Junho, inclusive, foi o mês que atingiu a terceira maior taxa de letalidade e o maior número de casos confirmados desde o início da pandemia.

O ‘Observatório Covid-19’ da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), já alertava, em abril, para o que chamou de “rejuvenescimento da pandemia”. Segundo previsão da entidade, a partir deste segundo semestre é possível que as vítimas sejam cada vez mais jovens.
Especialistas sugerem que um dos fatores para o aumento exponencial de mortes nas faixas mais jovens da população, esteja atrelado às novas cepas, que aparentam ser mais transmissíveis e letais. Outro aspecto, é a falta de políticas efetivas de isolamento social, já que os jovens e adultos são mais ativos e ficam expostos a transmitir a doença com maior facilidade.
De acordo com o último boletim municipal, Londrina superou a marca de 67 mil diagnósticos positivos. Conforme o vacinômetro, 233 mil londrinenses receberam a primeira dose anti-covid e 87 mil foram completamente imunizados.
Redação Tem