- Jornalismo
- 19 de junho de 2021
Governo sabia da ineficácia da ‘imunidade de rebanho’ desde julho de 2020
Documentos enviados ao Itamaraty em julho de 2020, serão encaminhados à CPI da Covid.

O Palácio Planalto sabia que a “imunidade de rebanho” não era eficaz para proteger a população do novo coronavírus desde julho de 2020. Isso é o que mostram documentos enviados por embaixadores ao Itamaraty que citam uma manifestação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que orienta os países apenas a vacinação de “quantidade suficiente de pessoas” poderia “quebrar a cadeia de transmissão”. As informações são do jornal Poder 360.
A documentação foi obtida pela deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) depois de requerimentos aos Ministérios das Relações Exteriores e da Saúde.
No comandante do Itamaraty, estava o ex-ministro Ernesto Araújo e na pasta da Saúde, o general e ex-ministro Eduardo Pazuello. O material foi encaminhado à CPI da Covid.
“Swaminathan ao notar o impacto significativo da covid-19 ao redor do mundo, tanto na saúde quanto na economia, apontou também que estudos recentes indicariam que apenas proporção pequena da população teria desenvolvido anticorpos protetores para a enfermidade”, diz a embaixadora do Brasil junto às Nações Unidas em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevedo, que descreve uma apresentação feita pela cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan.
A cientista diz, ainda, que a “nesse cenário, a melhor solução para criar imunização contra a pandemia seria vacina quantidade suficiente de pessoas para quebrar a cadeia de transmissão”.
No final do comunicado, há um pedido para que a informação seja compartilhada com os ministérios da Saúde, Ciência, Tecnologia e Inovações, e à Casa Civil.
Redação Tem com Poder 360