- Jornalismo
- 21 de janeiro de 2022
HU de Londrina: maioria dos internados não estão totalmente vacinados

A maioria dos pacientes hospitalizados em leitos exclusivos para covid-19 no Hospital Universitário (HU) de Londrina não estão vacinados ou não completaram o esquema vacinal contra a doença. A informação é do médico Marcos Tanita, infectologista do hospital.
De acordo com uma rápida avaliação realizada pela direção da unidade, foi possível observar que 65% dos internados no hospital não estão vacinados ou não possuem o esquema vacinal completo. “Agora com uma transmissão acentuada do Sars-Cov-2 [vírus que causa a covid] vemos que a maioria dos pacientes internados têm esquema incompleto de vacina. Cerca de 65% dos pacientes têm esquema incompleto”, disse o especialista.
A alta transmissão do novo coronavírus acontece em decorrência do avanço da variante ômicron pelo Brasil. O município de Londrina tem registrado um recorde de novos casos da doença desde o início do ano. No entanto, apesar da explosão de diagnósticos positivos, o índice de internações e mortes ainda se mantém relativamente baixo.
“Temos poucos pacientes internados se compararmos com o mesmo período do ano passado”, diz o infectologista. “Em 15 de janeiro de 2021, tínhamos cerca de 300 pacientes internados na macrorregião norte. Já em 15 de janeiro de 2022 temos cerca de 100 pacientes na mesma região. Esse é o efeito da vacina”, completou.
De acordo com Tanita, o perfil dos casos também foi alterado. “Neste período do ano passado, a UTI estava com lotação próxima de 100%, hoje, a demanda está sendo maior para enfermaria, que está hoje com 100% de ocupação [131% de acordo com o último boletim]”, disse.
Os casos menos graves da doença, mas ainda com alguma complicação, recebem atendimento nos leitos clínicos ou de enfermaria do hospital. Enquanto os pacientes com problemas mais graves acabam indo para a UTI.
De acordo com médico, isso não significa que casos graves não possam aumentar nos próximos dias, já que a variante ômicron tem se espalhado muito rápido. Com o número total de casos subindo exponencialmente, é possível que a quantidade de pacientes que desenvolvem casos mais graves da doença também venham a aumentar. “É necessário manter as medidas de prevenção contra o coronavírus. Uso de máscara, evitar aglomerações e manter higiene. E claro, a principal delas, se vacinar. Tomar a dose de reforço”.
Em Londrina, cerca de 73% da população está vacinada com as duas doses, e 23% já recebeu a dose de reforço.
Redação Tem