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Londrina registra explosão de mortes por covid na faixa dos 30 anos

Em apenas dez dias, o município já registrou mais da metade dos óbitos de 11 meses de pandemia.

Foto: Reprodução

Com a nova cepa brasileira do coronavírus em circulação no Paraná, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), especialistas e profissionais de saúde já registram uma explosão de casos mais graves entre jovens e adultos. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) a quantidade de pessoas entre 30 e 40 anos internadas com covid-19 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Paraná, já é três vezes maior que no ano passado.

Em Londrina, jovens e adultos nesta faixa etária também estão sofrendo mais com a doença. “A doença não é mais a mesma que começamos a enfrentar um ano atrás. Houve uma mudança no vírus e isso tem afetado um perfil diferente de pessoas”, conclui o secretário municipal de saúde, Felippe Machado.

O primeiro óbito registrado na cidade, ocorreu no dia 03 de abril de 2020, justamente de um rapaz de 37 anos. De lá até o final de fevereiro deste ano, passaram-se onze meses e o número de vítimas fatais nessa faixa etária chegou a 11, o que representa a média de uma morte por mês, na faixa de 30 a 39 anos.

No entanto, agora, apenas nos dez primeiros dias de março, Londrina já registrou seis óbitos em pacientes na faixa de 30 anos de idade. Essa explosão de mortes estaria relacionada com a nova cepa brasileira, encontrada primeiramente em Manaus. Outro dado a ser avaliado também é a escassez de leitos de UTI em todo o estado, fazendo com que pacientes com coronavírus tenham um tratamento menos intensivo.

No acumulado, o município tem 21 óbitos entre jovens e adultos, de 20 a 39 anos. Três destas vítimas estão na faixa dos 20 anos e as demais, entre 30 e 39 anos.

Para Machado, além da variante, a falta de cumprimento das medidas de distanciamento social por muitos jovens acaba acentuando o problema. “Uma ala da população permanece negacionista em relação a doença. Isso só nos atrapalha, tanto quanto o vírus”, afirma o secretário municipal.

Mais letal

De acordo com o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, nas últimas semanas a Sesa tem identificado um grupo maior de jovens internados em estágio mais grave em todas as regiões do estado. “Encontramos um grupo até três vezes maior, de pessoas com 30, 40 anos, intubadas em UTI. Isso não tinha antes. A doença está se espalhando, devido à essa nova cepa”, afirma.

Segundo ele, a nova variante também é mais letal, já que um levantamento da Sesa aponta um aumento na mortalidade de pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

“Nós tínhamos uma mortalidade daqueles pacientes que precisam de uma Unidade de Terapia Intensiva em torno de 20%. Se tinham 100 pessoas internadas em uma UTI, cerca de 20 ou 25 [pessoas] podiam perder a vida”, explicou Beto Preto.

Beto Preto ainda afirma que o Paraná deve passar por dias difíceis nas próximas semanas. “Teremos 21 dias muitos difíceis pela frente. Eu apelo, apelo para que as pessoas passem a pensar nos dias que vem pela frente. Se cuidar, usar máscara, alertar, principalmente, os mais jovens”, disse Beto Preto.

Redação Tem


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