- Jornalismo
- 15 de abril de 2020
Londrinenses lotam ônibus na reabertura de indústrias e obras
Reabertura de indústrias e construção civil aumenta fluxo de pessoas nos terminais.

Com a reabertura de indústrias e obras em Londrina nesta quarta-feira (15), os usuários do transporte coletivo já sentiram o aumento do fluxo de pessoas nos veículos. Nesta quarta, também começa valer a obrigatoriedade da utilização de máscaras em locais públicos, além de mercados, estabelecimentos comerciais e ônibus.
Apesar do uso do acessório, que visa restringir a transmissão do coronavírus entre a população, no transporte público, o contato mais próximo com um usuário contaminado já pode bastar para que haja contaminação, afirmam especialistas.
Segundo o prefeito Marcelo Belinati (PP), o uso obrigatório das máscaras faz parte das medidas de proteção da população contra o coronavírus e das recomendações dadas pelos médicos e especialistas do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COESP), sendo que as pessoas que a utilizarem terão 98% de chances de estarem protegidas. “É uma máscara de pano, de contenção, que as pessoas podem fazer em casa. Quem não estiver usando, não poderá entrar no ônibus, no mercado, nas farmácias e quando retornar as atividades dos prédios públicos também não poderá entrar neles. Essa é uma maneira de protegermos nossa saúde e das pessoas que amamos”, explicou.
Segundo o médico pneumologista Alcino Cerci, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e representante do Conselho Regional de Medicina (CRM), em Londrina, o isolamento, ainda é a melhor maneira de barrar o vírus. “Seguimos a ciência e ficamos contentes em sermos ouvidos. Se hoje temos poucos casos não é porque a doença não existe, ou porque temos algo especial no ar de Londrina ou por causa do calor”.
“As medidas foram tomadas da maneira adequada, o que manteve os números de casos e nos deu o tempo que precisávamos para consolidar e expandir a estrutura hospitalar, os equipamentos de segurança hospitalar e de Proteção Individual para os profissionais da saúde atenderem a população”, completa o médico.
O especialista também explicou que é “É necessário que a pessoa não fique tocando na máscara durante o uso, e assim que a retirar, lave rapidamente as mãos ou passe álcool gel para higienização. Este é um movimento que precisa ser repetido várias vezes”.
Redação Tem