- Jornalismo
- 19 de fevereiro de 2021
Paraná prevê receber 2,4 milhões de doses de vacina até março
Porém, por enquanto, a realidade é de falta de doses para ampliar imunização.

O Paraná deve receber 2.421.355 doses da vacina contra a covid-19 entre a semana que vem e o fim de março, esta é a expectativa do governo estadual com base em afirmações do Ministério da Saúde. O cronograma de distribuição por unidades da Federação foi divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Ministério da Saúde. Ainda neste mês, devem chegar ao estado 452.366 doses, divididas em dois lotes – 10.113 aplicações do imunizante desenvolvido pela AstraZeneca em parceria com a Fiocruz; e 442.253 doses da CoronaVac, produzidas pelo laboratório chinês Sinovac com o Instituto Butantan, de São Paulo.
Em março, de acordo com o Ministério da Saúde, outras 1.968.989 aplicações serão encaminhadas ao Paraná, entre AstraZeneca (961.451) e CoronaVac (1.007.538). A perspectiva é que com as novas remessas a Secretaria de Estado da Saúde consiga concluir a imunização dos idosos acima de 60 anos.
“A previsão é que essas novas doses cheguem a partir da próxima semana. Seguiremos com a logística de distribuição em todo estado, fazendo com que a vacina chegue a todos os paranaenses de forma segura”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
As novas remessas são cerca de quatro vezes maior do total recebido pelo Paraná até o momento, de 539.900 doses. Deste montante, 91.790 estão em estoque, no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e serão enviadas para as Regionais de Saúde para complemento das etapas de vacinação em andamento.
Expectativa x Realidade
A expectativa pela chega de mais doses é grande, já que sem isso é impossível continuar o processo de imunização da população. Em Londrina, a diretora da 17ª Regional de Saúde de Londrina, Maria Lucia Lopes, afirmou que “não há previsão de uma nova remessa e a imunização não pode avançar”.
Apesar dos planos para que as doses cheguem na próxima semana, por enquanto a realidade é de que não há vacina para todos. ““Infelizmente, não temos vacina para todos. Isso é uma novidade porque nós temos um sistema que já foi o melhor de imunização do mundo, nunca tivemos problemas com quantidade de vacina, quem precisava ser vacinado, era vacinado. Estabelecer grupos prioritários é algo novo”, explica Lopes.
Redação Tem com AEN