- Jornalismo
- 16 de maio de 2021
Polícia prende falsa enfermeira com vacinas anti-covid no Norte do PR

Atendendo pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 2ª Promotoria de Justiça, a Justiça expediu um mandado de busca e apreensão na residência de uma falsa enfermeira admitida para trabalhar como voluntária do processo de vacinação contra a covid-19 no município de Apucarana. A medida judicial foi cumprida neste sábado (15) pela Polícia Civil, que localizou doses de vacina em poder da mulher.
O MPPR requereu ao Juízo a expedição do mandado após denúncia de que a falsa enfermeira teria oferecido doses de vacina a pessoas não contempladas nos grupos prioritários, por meio do aplicativo WhatsApp. Durante o cumprimento da determinação judicial, as doses de vacina foram apreendidas (um frasco da Astrazeneca, com cinco doses; um de CoronaVac com um número ainda não determinado de doses e um vazio) e a falsa enfermeira foi presa em flagrante pelo crime de peculato, podendo responder também pelos crimes de falsidade ideológica e infração de medida sanitária.

O MPPR dará continuidade às investigações com intuito de esclarecer, entre outras coisas, o possível envolvimento de servidores públicos na subtração das doses. Será apurada também a eventual responsabilização de pessoas que possam ter sido beneficiadas com a aplicação da vacina.
O delegado chefe de Apucarana, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, informou que a falsa enfermeira atuou como voluntária na campanha de vacinação desde o dia 16 de abril lotada na parte interna do Ginásio de Esportes Lagoão, na cidade.
Durante o depoimento, ela confessou o desvio das vacinas, mas negou ter vendido o imunizante. Segundo o delegado, a mulher disse que pegou as doses para imunizar uma família conhecida dela. “Ela também afirmou, e isso é importante salientar para população, até porque tem ocorrido diversos boatos a respeito, que jamais aplicou soro nas pessoas que estavam sendo vacinadas. Ela frisa isso em depoimento e não há elemento nenhum que sugira que essa prática ocorreu”, afirma o Rodrigues.
Silvânia Regina Del Conte admitiu à polícia não ter capacitação para atuar como profissional da saúde e contou as datas que as vacinas foram subtraídas. Os frascos teriam sido desviados nos dias 8 e 11 de maio.
Redação Tem com MPPR/TN Online