- Jornalismo
- 1 de junho de 2021
Saúde apresenta novo plano para atendimento à covid em Londrina

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) apresentou, nesta terça-feira (1), o chamado Plano de Reestruturação da Saúde para o atendimento à covid-19 em Londrina.
De acordo com a pasta, o plano prevê o trabalho em quatro frentes: abertura de mais quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS) exclusivas para o atendimento de síndromes respiratórias e ampliação do número de médicos atuantes nessas UBSs; abertura de 40 novos leitos de enfermaria para covid nos hospitais secundários e contratação complementar para a remoção de pacientes graves intra-hospitalar.
“A reestruturação pretende minimizar o impacto da sobrecarga no sistema de saúde. Temos alguns níveis de assistência em saúde e todos estão tensionados, desde o pré-hospitalar (que é o SAMU) até o atendimento dos hospitais terciários. Para que a gente possa melhorar minimamente e reorganizar isso tudo, pelos próximos 30 a 40 dias, fizemos o que chamamos de Plano de Reestruturação da Saúde para o atendimento Covid-19”, disse o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado.
Segundo o secretário, Londrina vive um momento bastante delicado devido à pandemia, pois nos últimos dias houve um aumento de casos graves, que não conseguem transferência da Unidade de Pronto Atendimento do Jardim Sabará (UPA), que é o maior atendimento porta-aberta para covid-19 em Londrina, para os hospitais terciários.
Novas UBSs Covid

De acordo com o plano, a partir de segunda-feira (7), a população contará com nove Unidades Básicas de Saúde (UBS) exclusivas para o atendimento de pessoas com suspeita ou confirmação de covid-19 em Londrina.
Para isso, as unidades de saúde do Milton Gavetti, da Vila Casoni, do Ernani Moura Lima e do San Izidro passam a ser exclusivas para o atendimento médico de síndromes respiratórias. Além delas, continuam atendendo especificamente aos casos suspeitos de Covid-19, as UBS do do Guanabara, do Chefe Newton, do Maria Cecília, do Bandeirantes e da Vila Ricardo.
Médicos
A Prefeitura de Londrina também afirmou a inclusão de mais médicos à disposição nas Unidades Básicas de Saúde exclusivas para as Síndromes Respiratórias. Em média, tinham dois médicos disponíveis em cada UBS, sendo que agora elas passarão a contar com três médicos por UBS.
Leitos
Ainda, de acordo com a administração, mais 40 vagas de enfermaria estão sendo criadas. A expectativa é que a partir de segunda-feira (7) os leitos já estejam em funcionamento. Dentre os 40 leitos, 30 deles serão para o Hospital da Zona Norte e 10 leitos no Hospital da Zona Sul.
Com isso, o Governo do Estado do Paraná fica responsável pela estrutura física desses espaços hospitalares, com os insumos, suprimentos e equipamentos e a Prefeitura de Londrina concede a mão de obra especializada, por meio do remanejamento dos servidores da saúde municipal. Serão cedidos ao Governo do Estado, para o trabalho nos leitos de enfermaria covid, 40 técnicos de enfermagem e 14 enfermeiros. Eles já trabalham no município e não serão contratações novas. No momento, há 1.200 pacientes paranaenses aguardando a liberação de uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Por conta do remanejamento profissional, a Unidade Básica da Vila Brasil passará atender os pacientes no prédio da UBS do Centro (na Av. Souza Naves, 754) e os profissionais da UBS do Mister Thomas atenderão na sede da UBS do Lindóia (na Av. das Maritacas, 1.800).
SAMU
Outro gargalho constatado pela equipe técnica foi quanto à remoção de pacientes graves intra-hospitalar, ou seja, para serem deslocados da UPA Sabará para o Hospital Universitário ou ao Hospital do Coração, por exemplo. Segundo o secretário, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) tem sofrido com o aumento da demanda e para sanar isso, o Plano de Reestruturação reorganizou o serviço. Foi assinado um contrato complementar que permitirá a remoção intra-hospitalar de 450 pacientes durante 90 dias, o que dá uma média de cinco remoções por dia.
O contrato foi feito por meio de processo licitatório, em que a gestão caberá ao Samu. O número de remoção de pacientes pode variar a depender da demanda de atendimento, mas o Samu continuará com as 13 ambulâncias nas ruas. Atualmente, Londrina conta com quatro ambulâncias a mais do que o número preconizado pelo Ministério da Saúde.

“A gente não consegue mais aumentar o número de leitos de UTI exclusivos para a covid-19, porque há uma complexidade de assistência em saúde muito grande. São necessárias equipes multiprofissionais com médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros e auxiliares que não tem mais disponíveis no município e no país. Por isso, fazemos um apelo à população. Pedimos para as pessoas usarem máscara, lavarem as mãos, usarem álcool em gel, continuar se cuidando, não fazendo festa e aglomeração, para que a gente possa continuar prestando apoio e atendimento a quem mais precisa. Ainda acredito que, de forma conjunta, nós podemos evitar vivenciarmos algo pior”, desabafou Machado.
O Plano de Reestruturação da Saúde, segundo a Prefeitura, é o resultado de um trabalho integrado realizado pela administração municipal com diversos órgãos públicos e entidades privadas. Ele vem sanar os pedidos elencados na reunião do último sábado (30), realizado por Marcelo Belinati e membros do Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), Ministério Público Federal (MPF), 17ª Regional de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde (SMS), profissionais dos hospitais da Zona Norte, da Zona Sul, Evangélico e da Santa Casa, da 17ª Regional em Saúde.
Redação Tem com Ncom