- Redação
- 5 de dezembro de 2020
Tendência é de aumento nos casos de covid em Londrina, diz Associação Médica

O cenário da pandemia voltou a preocupar e a exigir medidas mais restritivas em todo o estado do Paraná, nesta última semana. Em Londrina, o Hospital Universitário (HU), que é referência no atendimento para covid-19, vive dias de superlotação e os leitos que haviam sido desativados em novembro precisaram ser retomados.
Para a presidente da Associação Médica de Londrina (AML), Beatriz Tamura, o cenário é realmente preocupante e o momento requer atenção por parte de todos. “Em Londrina, subiu o número de reprodução da doença e, nesse momento, há uma tendência de aumento do número de casos confirmados”, comenta.
A médica explica que os dados apontam uma mudança no perfil etário dos pacientes contaminados. Antes, a maior parte era na faixa entre 40 e 60 anos. Agora, está entre os jovens de 20 a 40 anos. Como esta população costuma frequentar mais bares e festas, tem se contaminado e levado o vírus para os familiares.

Por isso, ela acredita que todas as determinações restritivas tomadas pelo governo estadual nos últimos dias são válidas para tentar diminuir a disseminação do vírus. “São medidas na tentativa de desacelerar o ritmo de contaminação e a necessidade de internações”, afirma Tamura.
Ocupação de leitos de UTI
A presidente da AML reforça ainda que é importante acompanhar a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) porque existem outras doenças que também necessitam das vagas. Desta forma, é preciso pensar no sistema de saúde como um todo para tentar evitar uma sobrecarga.
“É o caso da dengue, que estamos em tempo de proliferação. Essas doenças não desapareceram, elas ainda estão aí. Além disso, nesta época do ano, os acidentes graves de trânsito são mais frequentes, que também ocupam leitos de UTI”, lembra a médica.
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