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Inflação dos alimentos deve fechar 2023 com menor alta em 6 anos

Segundo projeções de economistas.

Imagem: Reprodução

A inflação dos alimentos consumidos em casa no Brasil deve ter a menor alta acumulada em seis anos, desde 2017, de acordo com projeções de economistas brasileiros.

Segundo eles, a desaceleração em relação a 2022 é resultado do aumento da oferta de alimentos devido às melhores condições climáticas para a produção e à redução dos custos dos insumos, que haviam aumentado nos últimos anos. Os profissionais foram consultados pelo jornal Folha de S.Paulo.

As projeções indicam um aumento de cerca de 3% ou menos nos preços dos alimentos no domicílio ao longo de 2023, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Imagem: Geraldo Bubniak/AEN

Em 2022, os preços dos alimentos no domicílio acumularam um aumento de 13,23%. Esse aumento ocorreu devido a problemas climáticos no Brasil, pressões sobre os insumos usados na produção e os impactos da Guerra da Ucrânia nas cotações de commodities agrícolas.

A safra brasileira em 2023 deve atingir um recorde de 305,4 milhões de toneladas, de acordo com estimativas divulgadas pelo IBGE. Destacam-se a soja, o milho e o trigo, que indicam máximas de produção este ano.

As projeções dos economistas indicam uma desaceleração nos preços dos alimentos, sendo que alguns produtos podem até ter queda nos preços, como as carnes, enquanto outros terão aumentos menos expressivos em comparação com anos anteriores, como as hortaliças e os legumes.

A expectativa é de que a estabilidade nos custos de produção dos alimentos resulte em preços mais estáveis para o consumidor final, contribuindo para uma menor inflação da cesta básica.

Em resumo, os economistas projetam uma desaceleração na inflação dos alimentos consumidos em casa no Brasil em 2023, devido ao aumento da oferta e à redução dos custos de produção. A safra recorde e a estabilidade dos custos de insumos são fatores que contribuem para esse cenário.

Redação Tem Londrina


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