- Jornalismo
- 4 de setembro de 2023
Autor de ataque contra jovens em Londrina fica em silêncio no depoimento
Observatório Néias afirma que os crimes tratam-se de feminicídio tentado e feminicídio consumado por conexão.

O suspeito de atacar e matar dois jovens no último domingo (3), na Zona Oeste de Londrina, ficou em silêncio durante o primeiro depoimento após o crime brutal. Aaron Delece Dantas, de 23 anos, foi preso em flagrante na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabará.
Ele é acusado de matar a estudante da UEL, Júlia Beatriz Garbossi e o jovem Daniel Takashi Suzuki, ambos de 23 anos. O rapaz ainda esfaqueou outra aluna da UEL, também de 23 anos, que sobreviveu e foi hospitalizada. Segundo informações, ela já recebeu alta médica.
As investigações da Polícia Civil (PC) trabalham com todas as hipóteses. No entanto, amigos das vítimas, informaram que a sobrevivente fugia de Aaron já que o rapaz tentava manter um relacionamento sem o consentimento da vítima. Para a polícia, ainda não está claro se os dois já tiveram ou não algum tipo de relacionamento afetivo, conforme os amigos, isso nunca aconteceu.
De acordo com a PC, as informações divulgadas inicialmente de que ambos eram ex-namorados não foi confirmada.
As duas vítimas fatais foram sepultadas na manhã desta segunda.
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) emitiu uma nota de pesar e decretou luto oficial em solidariedade às vítimas. Os cursos do Centro de Letras e Ciências Humanas também tiveram as aulas suspensas.
Feminicídio
Para o Observatório de Feminicídios de Londrina (Néias), o crime trata-se de um feminicídio tentado e um feminicídio consumado por conexão.
“O agressor, preso em flagrante pelos crimes, agiu motivado pelo sentimento de posse sobre a vítima sobrevivente, mesmo não existindo um relacionamento afetivo entre eles. A lei do feminicídio é mais ampla e considera crime de ódio motivado pela condição de ser mulher como feminicídio”, disse o observatório. “No atentado deste domingo estamos falando de um feminicídio tentado e um feminicídio consumado por conexão. Tratar feminicídio como “crime passional” em nada contribui para o entendimento social deste fenômeno”, completou a nota.
Redação Tem Londrina