- Jornalismo
- 7 de julho de 2025
Casal de Londrina é investigado por lavagem de dinheiro para facção criminosa

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, vinculado ao Ministério Público do Paraná, deflagrou no final da semana, a Operação London, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro operado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de alcance nacional. Segundo as autoridades, o grupo atuava a partir de presídios e utilizava empresas de fachada em Londrina para movimentar recursos ilícitos.
A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão nos municípios de Londrina e Itaquaquecetuba (SP), resultando na prisão de uma pessoa. Conforme as investigações, os criminosos usavam uma revendedora de veículos e um lava-rápido localizados em Londrina como fachada para escoar dinheiro do crime organizado, utilizando as contas bancárias dos proprietários para viabilizar a movimentação financeira.
Um dos alvos da ação foi preso em flagrante por posse ilegal de munições de uso restrito. A esposa dele, também investigada, é apontada como cúmplice direta no esquema. O casal seria um dos principais braços operacionais da facção na região.
A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 1,3 milhão em contas e o sequestro de bens dos envolvidos. De acordo com o Ministério Público, desde 2021, as movimentações financeiras das empresas envolvidas superaram, com folga, os rendimentos oficialmente declarados, o que levantou o alerta dos órgãos de fiscalização. A estimativa é que o grupo tenha lavado mais de R$ 17 milhões em operações realizadas em diferentes estados do país.
O nome da operação faz referência a um dos estabelecimentos utilizados no esquema. As investigações continuam em curso e novas prisões não estão descartadas nos próximos dias.
Redação Tem Londrina com Gaeco/MPPR