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Vídeo mostra médicos sendo presos em rinha de cães; assista

Médico está entre os envolvidos – Foto: Reprodução

Entre os 41 homens presos pela Polícia Civil do Paraná, na rinha de cães de Mariporã, no interior de São Paulo, estão um policial, um médico e um médico veterinário. O médico Leônidas Bueno Fernandes Filho, foi identificado em um vídeo divulgado pelos policiais nesta terça-feira (17).

Em seu perfil no Facebook, ele publica mensagens de apoio ao combate à corrupção, como apoio à Operação Lava Jato, e chegou até fazer um post indignado com a morte de uma onça que participou de um evento do Exército, no Amazonas.

Ao ser preso, o rapaz tentou convencer os policiais de que estava ali para buscar um pit bull que lhe havia sido dado de presente por um amigo.

Ele mora em Goiânia, a quase mil quilômetros de Mairiporã, e afirma que foi buscar o cachorro. Os policiais não acreditaram na versão do médico.

Um vídeo gravado no momento da prisão mostra o médico tentando se explicar. Assista:

A indignação dos policiais no momento da prisão é visível no vídeo.

Justiça solta envolvidos

Apenas um dos 41 homens presos em flagrante sábado (14) em uma rinha de cães na cidade de Mairiporã, na grande São Paulo, segue preso. Na audiência de custódia segunda-feira (16), o juiz André Luiz da Silva Cunha, do Fórum de Guarulhos, determinou a soltura dos outros 40 detidos, incluindo um médico e um policial militar, além de um médico veterinário responsável por reanimar os animais para novas lutas. O único que segue preso é o organizador da rinha.

Médico veterinário também aparece entre os presos na Operação – Foto: Reprodução

Na rinha havia cães com a perna quebrada, com diversos ferimentos e dilacerações e um deles chegou a urinar sangue. Os participantes da rinha chegavam a fazer churrasco com a carne dos cães que morriam na rinha.

Como justificativa para liberar 40 detidos, o juiz alegou que eles não representam perigo. “Em que pese a reprovabilidade do comportamento dos autuados, os fatos não são graves a ponto de justificar a decretação da prisão preventiva”, justificou o magistrado.

Quadrilha era organizada para causar intenso sofrimento a esses animais’, diz delegado – Foto: PCPR

Foi determinado na sentença o pagamento de fiança dos 40 liberados. Os valores variam de de R$ 998 a R$ 59.880.

Os valores devem ser pagos em dez dias.  

Redação Tem com Fórum


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