- Jornalismo
- 13 de maio de 2021
Arthur Lira instaura comissão para avaliar PEC do voto impresso
Em meio à pandemia, deputados se mobilizam por retorno do voto impresso.

Nesta quinta-feira (13), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), instaurou, durante a madrugada, uma comissão especial para examinar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso.
De autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), se for aprovada, a impressão de cédulas de papel após votação na urna eletrônica passaria a ser obrigatória.
A implementação da comissão foi divulgada por Lira, após a aprovação e divulgação do texto-base do licenciamento ambiental. Ao lado do presidente da Câmara, estavam deputados aliados do presidente Jair Bolsonaro.

O especialista em tecnologia da informação e programador Thiago Marquesin, explicou à reportagem que as urnas são seguras e possuem um sistema muito rígido que evita qualquer possibilidade de fraude. “As urnas eleitorais do Brasil são reconhecidas no mundo todo como um dos métodos mais eficientes e seguros. Como a urna não é conectada a uma rede, é basicamente impossível burlar o sistema”, explica.
Para ele, se a urna tivesse qualquer possibilidade de gerar uma fraude, o sistema impresso também teria. “Essa proposta não tem sentido prático”, garante.
O programador ainda acrescenta que os próprios partidos, que seriam os maiores interessados na funcionalidade do equipamento, já atestam a segurança e efetividade das urnas. “Todos os anos, técnicos dos partidos políticos acompanham as atualizações das urnas. Eles mesmos aprovam”, conta. “Se apresenta falha ou não é confiável, é necessário, então, trabalhar para que o sistema seja cada vez mais seguro e não criar medidas que retrocedam a tecnologia ou não tem tenham sentido prático”, defende o programador.
Deputados publicaram mensagens contrárias ao projeto nas redes sociais.
Redação Tem