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Bolsonaristas fazem ato contra exigência de vacinação em Londrina

Manifestantes, na maioria anti-vacina, fizeram ato contra obrigatoriedade de vacinação, que não é obrigatória na cidade.

Imagem: Reprodução/Youtube

Um grupo de manifestantes bolsonaristas se reuniu no Calçadão de Londrina, durante a tarde deste sábado (20), para protestar contra a obrigatoriedade da vacina anti-covid.

A maioria dos protestantes não utilizavam máscaras e criticavam a eficácia dos imunizantes. Vale ressaltar, que as vacinas contra a covid-19 são as principais responsáveis pela queda nos índices de casos e registros da doença em todo o país, conforme apontam estudos, inclusive, a pesquisa realizada pelo BR Data, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), mostrando que em Londrina, por exemplo, entre o público vacinado, apenas 1,49% contraiu a doença.

Os manifestantes reforçaram que são favoráveis ao que chamam de “liberdade individual” e também defendiam o presidente Jair Bolsonaro.

Eles também criticavam o decreto do prefeito Marcelo Belinati (PP), que exige a vacinação de todos os servidores municipais. Segundo o último levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, pouco mais de 130 servidores ainda se recusavam a tomar o imunizante.

Passaporte vacinal

Na última quarta-feira (17), a Fiocruz divulgou um novo alerta sobre a “pandemia de não vacinados” da covid-19 que está acontecendo na Europa.

No boletim, a fundação lembrou que, apesar de o Brasil ter cerca de 60% da população totalmente vacinada, países europeus com índices na mesma faixa — como Áustria, Lituânia e Alemanha — estão registrando aumento de internações — principalmente entre os não vacinados — e de óbitos.

A entidade reforçou a necessidade de estratégias mais ativas de vacinação, incluindo campanhas e exigência de passaporte vacinal para atividades em ambientes fechados e/ou de grande concentração de pessoas, para que não sejam perdidos os ganhos adquiridos.

A fundação também reforçou a necessidade de uso de máscaras em locais fechados e abertos com aglomeração, além do distanciamento físico e higiene das mãos.

Redação Tem


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