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Bolsonaro cita Copa América, vacinas em 2021 e fala de PIB em discurso

Após 432 dias de pandemia, pela primeira vez, o presidente destacou a entrega de vacinas e defendeu a imunização.

Imagem: Reprodução

Tentando diminuir o desgaste causado pela CPI da Covid e o desastroso enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento em rede nacional, na noite desta quarta-feira (2), para falar da situação da pandemia no país e sobre os feitos de seu governo.

Pela primeira em mais de 432 dias de pandemia, o presidente iniciou dizendo se solidarizar por todas as vítimas da covid-19 e citou a marca de 100 milhões de doses de vacinas, ao defender a entrega do imunizante aos estados e municípios. Segundo o mandatário, o Brasil é o 4º país que mais vacina no mundo — embora, em números proporcionais, esteja muito abaixo disso.

Vale ressaltar que o Brasil possui o maior e um melhores sistemas de imunização do mundo. Especialistas apontam que se o governo federal tivesse adquirido as vacinas no tempo correto, o país já poderia ter vacinado toda a população.

Ele também criticou, indiretamente, as medidas de isolamento social que proíbem a alta circulação do vírus na sociedade.

“O Nosso governo não obrigou ninguém a ficar em casa, não fechou o comércio, não fechou igrejas ou escolas e não tirou o sustento de milhões de trabalhadores informais”, disse.

Ao tentar defender seu governo, Bolsonaro citou o dinheiro disponibilizado para o auxílio emergencial e falou sobre o Pronampe, sancionado nesta quarta-feira. “Agora permanente, o pronampe pode destinar a vários setores até 25 bilhões de reais, onde 20% será destinado ao setor de eventos”, afirmou o presidente.

“O PIB projetado para 2021 prevê um crescimento da economia superior a 4%”, declarou.

Próximo das eleições do ano que vem, as obras de infraestrutura, que passaram a ter maior atenção do governo federal nos últimos meses, também foram citadas.

Sobre a realização da Copa América — bastante criticada pela população em razão da crise epidemiológica vivenciada no país, que se aproxima de uma terceira onda de casos e óbitos — Bolsonaro afirmou que seguirá “o mesmo protocolo da Copa Libertadores e Eliminatórias da Copa do Mundo”.

Redação Tem


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