- Jornalismo
- 9 de agosto de 2022
Bolsonaro minimiza sigilos de 100 anos: ‘Não devo satisfação’

O presidente Jair Bolsonaro (PL) justificou os cem anos de sigilo em informações do governo dizendo que “não deve satisfação a ninguém”, durante sua participação no Flow Podcast, nesta segunda-feira (8). Ele acrescentou ainda que sua vida viraria um “inferno” caso as informações viessem à tona.
O governo impôs sigilo em “temas sensíveis” desde o ano passado. Entre os dados que foram retirados do acesso público está a carteira de vacinação de Bolsonaro e os visitantes do Palácio do Planalto.
“Não é um decreto ditatorial meu. A lei me garante isso. O que a imprensa começou a perturbar: eu tenho a minha agenda que é pública lá no Palácio da Presidência. Se for me visitar, tá lá. Aí começaram a querer ter acesso a quem ia me visitar no [Palácio da] Alvorada. E de acordo com as pessoas que me visitam no Alvorada, a imprensa faz uma matéria sobre aquilo. Quem eu recebo na minha casa, eu não devo satisfação a ninguém”, justificou o presidente.
Ao contrário do que disse o candidato à reeleição, apenas parte dos compromissos oficiais aparecem no site do governo federal. Também em 2021, Bolsonaro vetou acesso sobre dados dos crachás de acesso ao Planalto que foram emitidos em nome de seus filhos Carlos Bolsonaro (REP-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele também decretou sigilo no encontro com os pastores lobistas acusados de corrupção no Ministério da Educação (MEC).
Entre as principais ações de sigilo, também estão os bloqueios realizados pelo presidente em seu cartão corporativo e o cartão vacinal. Bolsonaro afirma que não tomou vacina contra a covid-19 e continua fazendo discurso antivacina, no entanto, ele decretou sigilo de 100 anos em cartão de vacinação.
Ele seguiu tentando justificar os sigilos. “Se hoje eu abrir que o João da Silva com a dona Mariazinha [vieram] me visitar, na semana que vem, vou abrir de novo. Eles [da imprensa] fazem narrativas, matérias em cima disso. Quantas vezes eu recebo lá o ministro da Defesa, comandante da Marinha, ministro tal, secretário tal, para tratar de uma saída para a Rússia, por exemplo? Se vou no G20, na Cúpula das Américas, na posse do presidente do Chile ou não, entre outros assuntos confidenciais”.
Redação Tem Londrina com Yahoo