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Projeto em Londrina pode autorizar que secretários acumulem salários

Medida que altera regras de remuneração foi enviada à Câmara Municipal pela Prefeitura de Londrina.

Imagem: Emerson Dias/Ncom

A Prefeitura de Londrina encaminhou à Câmara Municipal na última semana o Projeto de Lei nº 52/2025, que altera as regras de remuneração para servidores públicos que assumirem cargos no secretariado municipal. A proposta do prefeito Tiago Amaral (PSD), permite que servidores estaduais ou federais acumulem até 90% do salário do cargo comissionado com sua remuneração original.

Pelo texto do projeto, os servidores poderão optar entre: receber integralmente o subsídio do cargo comissionado ou manter a remuneração do cargo efetivo (estadual ou federal) acrescida de 90% do valor do cargo comissionado. Ou seja, um servidor público estadual ou federal que assumir uma pasta municipal poderá receber o salário original dele do Estado ou da União e, dependendo do caso, mais 90% do salário do secretário de Londrina, que será pago pelo Município.

Imagem: Divulgação/PML

Os vencimentos de alguns secretários podem chegar a mais R$ 40 mil mensais. Ainda segundo o projeto, caso aprovado, o pagamento poderá ser retroativo, contando os meses anteriores.

Esta é a segunda alteração significativa na remuneração do secretariado desde o início da gestão. Em dezembro de 2024, foi aprovado aumento de 52% nos salários mensais, que passaram de R$ 14.414 para R$ 21.900.

“O que nós estamos fazendo é criar essa possibilidade. A Prefeitura de Londrina, diferente do Estado do Paraná, da União, ou de prefeituras como Curitiba, não tinha qualquer tipo de previsão, nesse pagamento de percentual. O que atrapalhava, muitas vezes, a carreira do próprio servidor. Isso inviabilizada a vinda desse outro servidor para prestar esse serviço para nós. Londrina, a partir do momento que escolhe um servidor público, ela vai ter a chance de economizar recursos, ao invés de pagar o salário integral, ela vai pagar 90%. Essa é uma ação positiva para os cofres do município”, disse o prefeito, ao defender a medida.

O projeto agora aguarda análise da assessoria jurídica da Câmara Municipal, com parecer previsto para até 14 de abril.

Redação Tem Londrina


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